SP amplia produção de mudas e impulsiona o campo paulista

Retomada das bananas e trabalho contínuo com morangos movimentam a fruticultura paulista

20/08/2025 às 08h47
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Além da novidade com as bananas, o laboratório mantém atuação consolidada na produção de mudas de morango, atividade iniciada em 2008
Além da novidade com as bananas, o laboratório mantém atuação consolidada na produção de mudas de morango, atividade iniciada em 2008

A produção frutífera no estado de São Paulo está em constante crescimento, e com isso, surgem necessidades e oportunidades de alavancar e aumentar a tecnologia do cultivo. Esse é o objetivo do Serviço Laboratorial de Micropropagação da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), sediado em Tietê, que acaba de retomar o cultivo de mudas de banana, reforçando seu papel como parceiro dos produtores rurais.

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As variedades trabalhadas incluem Grande Naine, Prata-Anã e Maçã, escolhidas para atender à alta demanda e à escassez no mercado. Para isso, o espaço foi adaptado para manter matrizes saudáveis e ganhou um moderno sistema de biorreatores, que permite produzir mais mudas com menos trabalho.

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“O Laboratório de Micropropagação de Tietê já produziu mudas de banana em outras épocas. Agora estamos retornando a produção dessa cultura. Readequamos a estufa para a manutenção das matrizes, fizemos a indexação de viroses nas matrizes e estamos iniciando a produção in vitro. Adquirimos um protótipo da instalação de biorreatores para produção das mudas em meio líquido, o qual proporcionará uma produção maior com menor utilização de mão de obra. Com essas novidades, poderemos produzir até 120 mil mudas por ano”, afirmou a chefe de serviço do laboratório, Laura Becker.

Além da novidade com as bananas, o laboratório mantém atuação consolidada na produção de mudas de morango, atividade iniciada em 2008 a partir de uma demanda da Associação dos Produtores de Morango e Hortifruti de Atibaia, Jarinu e Região. O objetivo é fornecer mudas de matrizes de morango, com alta qualidade genética e fitossanitária, nas cultivares adequadas ao microclima da região e quantidades necessárias para atender os viveiristas e produtores rurais.

“Para que isso funcione no tempo certo, é preciso fazer a extração dos meristemas entre o mês de outubro e dezembro, para que possamos multiplicar estas plântulas recuperadas dos meristemas, enraizá-las e aclimatar até o mês de setembro do próximo ano, quando chegam ao viveirista para serem multiplicadas novamente. No mês de março, as mudas das matrizes dos viveiristas vão para o produtor de morango, onde vão florescer e produzir os frutos de junho a dezembro deste mesmo ano”, contou Laura.

Mudas de morango no viveirista
Mudas de morango no viveirista

Desde então, o trabalho de produção de mudas de matrizes feito pelo laboratório tem sido de grande sucesso. Segundo a pesquisadora, cada muda de matriz de morango produzida pelo laboratório pode gerar, em média, mais de 250 outras mudas. Este ano, o laboratório produziu cerca de 15 mil mudas, que desenvolveram aproximadamente 4 milhões de mudas de morangos. Além disso, o cultivo em laboratório oferece benefícios ao viveirista no aspecto ecológico, financeiro e ambiental.

A diferença de qualidade é sentida pelo viveirista de Jundiaí, Denis Mingoti. Parceiro do laboratório, ele faz a climatização das mudas de matrizes e decidiu retomar o trabalho com morango após 15 anos.

“As mudas da CATI são referência no mercado de mudas in vitro, com ótima qualidade e sanidade. O principal diferencial é a sanidade das plantas. Por serem cultivadas em laboratório, em um ambiente controlado e estéril, temos mais confiança no material”, disse Denis.

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