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Palácio Museu Olímpio Campos abre exposição ‘Tramas da Cultura Sergipana’ com obras de artistas locais

Gratuita, mostra faz parte da comemoração do Mês da Sergipanidade e segue aberta ao público até 17 de novembro

17/10/2025 às 20h31
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Mais de 70 peças integram exposição que exalta sergipanidade / Fotos: Erick O'Hara
Mais de 70 peças integram exposição que exalta sergipanidade / Fotos: Erick O'Hara

Nesta sexta-feira, 17, o Palácio Museu Olímpio Campos (PMOC) realizou a abertura da exposição ‘Tramas da Cultura Sergipana’, que conta com telas, vestimentas e bonecas de pano produzidas por artesãs e artistas do estado. Promovida pelo Governo de Sergipe, a estreia da mostra reuniu autoridades estaduais, expositores e visitantes, que puderam ter acesso a trajetórias, memórias e modos de vida da população sergipana.

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A iniciativa é parte das ações comemorativas do Mês da Sergipanidade e reúne manifestações como artesanato têxtil, iconografia regional e as expressões simbólicas populares. São mais de 70 peças artísticas expostas com inspiração em influências indígenas, africanas e europeias que compõem a base cultural sergipana. A exposição é gratuita e segue aberta até o dia 17 de novembro, das 9h às 16h30, de segunda a sexta-feira, e das 9h às 12h30 aos sábados.

Durante a noite de abertura, o público pôde acompanhar, ainda, o Concerto da Sergipanidade, conduzido pela professora Marília Teixeira e interpretado pelos alunos do Canto Lírico do Conservatório de Música de Sergipe (CMSE). Foram apresentadas composições de artistas locais, com acompanhamento ao piano do professor Rinaldo Lima, que reforçaram a proposta de valorização da identidade cultural do estado.

Segundo a historiadora e coordenadora de Educação e Pesquisa do PMOC, Isaura Ramos, a proposta da exposição é reforçar o sentimento de pertencimento dos sergipanos e apresentar a cultura local a quem visita o estado. “Se os nossos espaços de memória não começarem a reviver isso nesse período, iremos começar a perder a força da nossa cultura. Então, que o sergipano conheça mais sua produção cultural e artística e valorize cada vez mais o nosso estado”, afirma.

Além das obras artesanais, também são expostas indumentárias de grupos folclóricos sergipanos, como os Parafusos de Lagarto e Bacamarteiros de Estância. A proposta, detalha o museólogo Romário Portugal, é ressaltar a vastidão de expressões locais. “A ideia da trama da cultura ser de pano é da noção do tecido realmente, que está permeado em todos esses aspectos, seja na tela, seja nas vestes, seja nas bonecas de pano”, explica.

Pertencimento

Para os expositores, a mostra representa uma oportunidade de reforçar as tradições culturais e exaltar a sergipanidade, comemorada anualmente no dia 24 de outubro. Uma das artistas convidadas, a ceramista Carmen Verônica Silva dos Santos, do município de São Cristóvão, classifica a ação como fundamental para divulgar a cultura popular sergipana. “Trouxe o boi do Reisado para a mostra, que é um elemento muito importante de Sergipe. Poder estar aqui é motivo de orgulho e me deixa muito feliz”, avalia.

Parte da exposição é composta pela produção do Coletivo de Bonequeiras de São Cristóvão que, por meio de bonecas de pano, representa manifestações culturais de Sergipe. A artesã Maria Lourdes Jesus Silva conta que apresentar suas peças na mostra é motivo de realização enquanto sergipana. “Nunca imaginei que as minhas bonequinhas, que eu trouxe junto com o grupo, poderiam chegar tão longe. É uma forma de levarmos adiante a cultura de Sergipe. Fico muito realizada”, frisa.

A estreia de ‘Tramas da Cultura Sergipana’ atraiu dezenas de pessoas ao PMOC, como a estudante de Direito Anelma Campos Barros. Foi por meio do espaço que ela teve contato pela primeira vez com diferentes componentes da cultura sergipana. “Às vezes, a gente acha que conhece muito, mas, na verdade, tem muito mais ainda para descobrir. É um espaço interessante para sabermos mais sobre o nosso estado”, ressalta.

Acompanhada das amigas, a aposentada Zuleide Magalhães Siqueira destaca que, como apreciadora da arte nordestina e sergipana, a exposição é compromisso inadiável. Ainda de acordo com ela, o espaço é uma ferramenta crucial para propagar a cultura sergipana para as futuras gerações. “Está tudo muito lindo, lembrando a nossa sergipanidade. É um legado que vamos deixar para os nossos netos, bisnetos. É muito importante que a gente tenha ações como essa”, sublinha.

Historiadora e coordenadora de Educação e Pesquisa do PMOC, Isaura Ramos
Historiadora e coordenadora de Educação e Pesquisa do PMOC, Isaura Ramos
Museólogo Romário Portugal
Museólogo Romário Portugal
Ceramista Carmen Verônica Silva dos Santos
Ceramista Carmen Verônica Silva dos Santos
Artesã Maria Lourdes Jesus Silva
Artesã Maria Lourdes Jesus Silva
Estudante de Direito Anelma Campos Barros
Estudante de Direito Anelma Campos Barros
Aposentada Zuleide Magalhães Siqueira
Aposentada Zuleide Magalhães Siqueira
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