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Bahia Cacau: pioneira no chocolate da agricultura familiar gera renda e transforma vidas no campo

Às vésperas da Páscoa, período em que o consumo de chocolate cresce em todo o país, a Bahia Cacau se consolida como um exemplo de como a agricultur...

01/04/2026 às 11h35
Por: Redação Fonte: Secom Bahia
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Foto: André Frutuôso- Ascom/CAR
Foto: André Frutuôso- Ascom/CAR

Às vésperas da Páscoa, período em que o consumo de chocolate cresce em todo o país, a Bahia Cacau se consolida como um exemplo de como a agricultura familiar pode agregar valor à produção e transformar a vida no campo.

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Para iniciar a produção de chocolate, a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba) assumiu, em 2010, o desafio de implantar a primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil: a Bahia Cacau, marca própria da cooperativa. Localizada no município de Ibicaraí, a unidade surgiu não apenas para oferecer ao consumidor um produto de qualidade, com intenso sabor e teor de cacau entre 35% e 70%, mas também para agregar valor à produção de agricultores e agricultoras das zonas rurais e assentamentos da região.

Com investimentos do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), que superam R$ 5 milhões na Coopfesba, somados ao apoio direto aos produtores, com a entrega de estufas e casas de fermentação, além de assistência técnica contínua, a Bahia Cacau alcança atualmente a produção de três toneladas de chocolate por mês, com capacidade para chegar a seis toneladas. A produção inclui ainda cerca de 25 toneladas de nibs de cacau, resultando em uma variedade de produtos, como barras, barrinhas, bombons com frutas, mel de cacau, licores, geleias e nibs.

“A política pública, aliada ao acesso a tecnologias e à assistência técnica, transforma a vida do agricultor, que passa a agregar valor à sua amêndoa. O que antes representava uma renda de um salário mínimo, hoje pode chegar a quatro vezes esse valor, garantindo mais dignidade às famílias do campo. Esse avanço também se reflete no faturamento, que, em 2025, se aproximou de R$ 2 milhões”, destacou o diretor financeiro da Bahia Cacau, Osaná Crisóstomo.

Segundo ele, a definição de um preço mínimo para a compra das amêndoas dos cooperados contribui para a estabilidade da renda. “Como o cacau é um produto dolarizado e sujeito a variações, estabelecemos um valor mínimo para a compra de amêndoas finas e de qualidade tipo 1. Isso garante que os produtores consigam cobrir os custos da propriedade e sustentar suas famílias”, explicou.

Para o agricultor Clebson Costa, do assentamento Vila Isabel, no distrito de Cajueiro, em Ibicaraí, a cooperativa representa um importante suporte para os produtores da região. “Para quem acredita em uma agricultura forte e sustentável, a cooperativa é fundamental, pois oferece condições favoráveis para permanecermos na cadeia produtiva da agricultura familiar, seja por meio de apoio técnico ou financeiro”, afirmou.

Em sua propriedade, onde 75% do cacau produzido é destinado à Bahia Cacau, Clebson destaca os avanços no sistema produtivo. “Hoje trabalhamos com o cultivo a pleno sol, o que elevou a produtividade de 20 para até 250 arrobas por hectare. Além disso, contamos com sistema de irrigação, que auxilia em períodos de estresse hídrico”, explicou.

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Ele também ressalta os impactos na vida pessoal. “A cacauicultura nos trouxe conquistas importantes, como a possibilidade de investir na educação dos filhos, melhorar a estrutura da propriedade e diversificar a produção, inclusive com a piscicultura”, completou.

Oportunidade e geração de emprego

A implantação da fábrica também contribuiu para a geração de emprego e renda na região. É o caso de Raimundo Farias Neto, natural de Ibicaraí, que retornou ao município em 2014, após um período em São Paulo. “Soube da abertura da fábrica por familiares, enviei meu currículo e fui contratado. Comecei como operador de máquinas e hoje atuo como supervisor de fabricação”, contou.

Para Raimundo, investimentos na economia local são fundamentais para a permanência da população no interior. “É gratificante trabalhar com o cacau baiano e ver o produto final se transformar em um chocolate de qualidade. Fico feliz em ver o incentivo do Governo do Estado a essa cadeia produtiva, promovendo crescimento e permitindo que muitas pessoas permaneçam próximas de suas famílias”, destacou.

Atualmente, a Coopfesba emprega 12 funcionários com carteira assinada e conta com 104 associados. Responsável pela gestão da marca Bahia Cacau, a cooperativa já consolidou sua presença no mercado com barras de chocolate com teor de cacau entre 35% e 70%, além de nibs, mel de cacau, bombons e linhas especiais com especiarias, como pimenta, licuri, castanhas e coco, incluindo também opções zero lactose e sem açúcar.

Os produtos são elaborados sem conservantes, com alto teor de cacau, preservando características artesanais e a identidade territorial.

Fonte

Ascom/CAR

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