Especialistas detalham como evitar riscos de intoxicação alimentar no ambiente doméstico
Cientistas da Esalq-USP explicam os resultados de estudo sobre higiene alimentar e oferecem recomendações práticas para garantir a segurança no pre...
11/04/2026 às 10h26
Por: RedaçãoFonte: Secom SP
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Consumidores devem realizar higienização correta de alimentos
Dados do Ministério da Saúde e de órgãos de vigilância sanitária indicam que a maior parte das intoxicações alimentares no Brasil ocorre em residências, e não em decorrência do consumo de alimentos fora de casa, como se costuma imaginar popularmente.
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Com base nessa constatação, pesquisadores vinculados ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, realizaram um estudo para avaliar as práticas de higiene e manipulação que aumentam o risco de surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) nos lares do país.
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Os resultados, publicados na revista Food and Humanity, indicaram que um número expressivo de brasileiros mantém hábitos perigosos, como o consumo de ovos crus ou malcozidos e carne malpassada. Além disso, a pesquisa detectou que muitos consumidores ainda lavam carne na pia da cozinha – prática que favorece a disseminação de microrganismos pelo ambiente – ou não realizam a higienização correta de vegetais.
No vídeo abaixo, produzido pela Agência Fapesp, as pesquisadoras Daniele Maffei e Jéssica Finger, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e coautoras do estudo, explicam como identificar e prevenir os riscos mais comuns de contaminação alimentar no dia a dia:
Foto: Reprodução/Secom SP
Como manipular os alimentos em casa:
Higienizar corretamente os produtos hortifrúti, como alfaces, cenouras e tomates, separadamente e com repouso em solução sanitizante (como produtos clorados) por 15 minutos, e após isso enxaguá-los bem.
Ovos devem ser armazenados em recipientes limpos e no interior da geladeira, e para consumo, devem ser cozidos durante no mínimo 12 minutos ou muito bem fritos.
Carnes não devem ser lavadas, pois o cozimento já elimina os micro-organismos que podem estar presentes.
Não utilizar os mesmos utensílios em diferentes alimentos, principalmente entre cozidos e crus, para evitar contaminação cruzada.
Como guardar os alimentos na geladeira:
Na porta devem ficar os alimentos em conversa, sucos e refrigerantes, pois a porta é o local com maior variação térmica.
No freezer deve-se armazenar congelados e outros alimentos que precisam de baixas temperaturas como sorvetes e picolés.
Alimentos perecíveis precisam ficar na parte superior da geladeira onde as temperaturas também são mais baixas
As sobras precisam ser guardadas em recipientes herméticos e nas prateleiras do meio da geladeira, já que estão preparadas para consumo.
Nas prateleiras inferiores ficam os alimentos ainda não higienizados, e em processo de descongelamento como carnes e frutas.
A gaveta serve para guardar os alimentos que não precisam de baixas temperaturas como hortaliças.
Daniele Maffei e Jéssica Finger, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)
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