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Vale do Ribeira conquista indicação geográfica de banana e se consolida como potência nacional da fruta

Com incentivo e ações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, SP conquista a 14ª indicação geográfica

20/04/2026 às 10h41
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira
Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira

A região do Vale do Ribeira conquistou a Indicação Geográfica (IG) da banana Cavendish e Prata, reconhecimento que impulsiona o setor produtivo da fruta e consolida a região como um dos grandes polos produtivos do Brasil.

A banana é uma das frutas mais consumidas no mundo e está presente em todo o Brasil. Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira. A região ganhou espaço por ter solos mais adequados e menos sujeitos a inundações.

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Emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que reconhece produtos ou serviços com origem geográfica específica com qualidades, tradição ou reputação únicas devido ao local de produção, a Indicação Geográfica é a 14ª conquistada pelo estado de São Paulo.

A iniciativa contou com grande apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, através da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI). Para solicitar uma IG ao INPI, a entidade precisa comprovar a notoriedade do produto; em São Paulo, a Secretaria de Agricultura emite o Instrumento Oficial de Delimitação de Área Geográfica (IOD), enquanto a CATI recebe, protocola e encaminha a documentação para análise de uma comissão técnica que avalia o pedido. Com o registro, o nome “Vale do Ribeira-SP” fica protegido e passa a identificar oficialmente a origem das bananas produzidas na região.

Banana do Vale do Ribeira recebeu reconhecimento nacional. Foto: Divulgação
Banana do Vale do Ribeira recebeu reconhecimento nacional. Foto: Divulgação

No processo de solicitação da IG da Banana, a CATI Regional de Registro desempenhou um papel ativo na articulação institucional, participando de diversas reuniões estratégicas com a Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR) e parceiros como o IFSP e o Sebrae. Esses encontros foram cruciais para definir tecnicamente o recorte territorial da IG e para a construção coletiva do Caderno de Especificações Técnicas (CET), garantindo que as normas de produção refletissem a realidade local.

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“Essa IG representa um novo horizonte para o bananicultor, protegendo a origem das variedades Cavendish (Nanica) e Prata e gerando novas oportunidades de mercado que valorizam o trabalho no campo. Mais do que um selo técnico, é uma ferramenta de desenvolvimento regional que combate a desvalorização do produto e promove a justiça social para quem vive da terra. Para nós, da CATI, é uma honra ver que a dedicação dos produtores e suas organizações agora possui um diferencial competitivo que assegura a sustentabilidade das comunidades rurais e o orgulho de pertencer ao maior polo produtor de banana do Estado”, disse Tais Canola, chefe de Divisão da CATI Regional de Registro.

Augusto Aranha, presidente da ABAVAR, também celebrou a conquista da Indicação Geográfica da Banana do Vale do Ribeira, destacando que o selo impulsiona cada vez mais a agricultura da região, principalmente a familiar.

“Mais do que um selo, esta é uma conquista da dedicação do nosso setor produtivo. Ele reafirma o compromisso do Vale com uma agricultura moderna, que respeita o meio ambiente e fortalece a agricultura familiar. Esse selo sintetiza tudo o que acreditamos e praticamos no campo”, ressaltou.

Na delimitação geográfica da IG da Banana do Vale do Ribeira, farão parte 13 municípios: Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Itariri, Iporanga, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro e Sete Barras.

A Indicação Geográfica reforça a força do Vale do Ribeira na produção não apenas estadual, mas nacional da banana. Segundo dados do IBGE e do Projeto LUPA, a região corresponde a 7,07% de toda a área nacional destinada à bananicultura.

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