
A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade especializada para partos de alto risco da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforça a importância dos cuidados com a hipertensão arterial durante a gestação. A pressão alta no ciclo gravídico-puerperal, que é desde a concepção até o pós-parto, pode ser muito grave, ocasionando problemas sérios para a mãe e o bebê como a pré-eclâmpsia e o parto prematuro. O pré-natal realizado da forma adequada é a principal medida para diminuir os riscos para a mãe e seu bebê.
Em 2025, a MNSL atendeu 12.936 gestantes, destas 4.816 apresentaram síndromes hipertensivas como hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia. No período de janeiro a março deste ano, foram atendidas 3.235 gestantes, das quais 1.072 apresentaram síndromes hipertensivas.
De acordo com o médico obstetra da MNSL, Carlos Alberto Pereira de Souza Júnior, a hipertensão é uma doença perigosa, principalmente para gestantes, e a melhor forma de prevenção é a realização do pré-natal adequado. “O acompanhamento já deve iniciar quando o casal deseja engravidar porque, hoje, temos meios de diminuir o risco das complicações da hipertensão, como o exame de doppler das artérias uterinas no primeiro trimestre da gestação, assim conseguimos conter o risco da paciente apresentar hipertensão grave antes da 34ª semana”, explicou.
O médico ressalta que existem, também, os exames realizados no meio da gestação, que é a verificação da pressão arterial da paciente, os exames de ultrassonografia e de sangue, e o acompanhamento da dieta. “Assim, temos como diminuir bastante o risco dessa paciente ter uma complicação. Não vamos impedir que ela tenha hipertensão, mas podemos diminuir a chance dessa paciente ter uma complicação consequente da hipertensão, reduzindo muito os riscos para a mãe e o risco da prematuridade”, acrescentou.
Por ser uma maternidade referência em partos de alto risco, é comum casos de gestantes com síndromes hipertensivas, como é o exemplo de Taimara dos Santos Sena, 31, mãe de Théo. Ela fez o pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município e também no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism). “Eu já tomava remédio para pressão alta antes da minha segunda gestação, por isso os cuidados foram maiores. Eu fazia o pré-natal na UBS e no Caism e a médica do Caism me encaminhou para esta maternidade. Gostei do atendimento aqui e minha pressão está controlada agora”, relatou.



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