
O Governo de Sergipe está investindo cerca de R$ 48 milhões na primeira etapa do Programa Integrado de Desenvolvimento Cultural e Turístico de Sergipe (Viva-SE), com a implantação de seis projetos, com expectativa de inauguração em dezembro de 2026. Durante agenda no estado nesta segunda-feira, 27, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destacou a iniciativa, viabilizada por meio de operação de crédito firmada com o governo do Estado em 2025, além do lançamento dos projetos Sertão Vivo e Floresta Viva.
O programa consiste em um conjunto de 19 intervenções voltadas à valorização do patrimônio histórico e cultural de Sergipe, com o objetivo de ampliar as capacidades econômicas e turísticas do estado. A implementação das iniciativas é coordenada pelas secretarias especiais da Cultura (Secult) e de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), além das secretarias de Estado do Turismo (Setur), do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi), da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e do Instituto Banese.
No total, somados à contrapartida do Governo do Estado, serão investidos mais de R$ 195 milhões em iniciativas que incluem criações de museus, restaurações e outros equipamentos culturais.
O secretário especial de Planejamento, Orçamento e Inovação em exercício, Felipe Almeida, destacou a importância do programa para posicionar o Estado como referência nacional e mundial. “O Estado de Sergipe possui uma grande herança artística, cultural e histórica. Pensando nisso, o Viva-SE, através de 19 intervenções e mais de R$ 195 milhões, busca desenvolver a economia nessas áreas. Melhorar o turismo e o artesanato e também trazer desenvolvimento para o nosso Estado. A intenção, através da construção e reforma de museus e equipamentos históricos é fazer com que o estado ganhe destaque, não só dentro do Brasil, mas também no mundo, para que Sergipe passe a ser destino e grande referência no turismo”, ressaltou.
O pacote da primeira etapa reúne intervenções que já estão em andamento e com conclusão prevista para o fim de 2026. Entre os projetos, está a implementação da Pinacoteca de Sergipe, cuja ordem de serviço foi assinada no último mês de fevereiro. O espaço será instalado no antigo prédio da Procuradoria-Geral do Estado, tombado desde 1988 e localizado no centro de Aracaju. A Pinacoteca irá reunir mais de 1.200 obras do acervo sergipano de artes visuais que, hoje, estão distribuídas por diversos prédios públicos e da administração estadual.
Outro projeto já em andamento por meio do Viva-SE é o Mirante da Colina de Santo Antônio, em Aracaju. A intervenção, que teve sua ordem de serviço assinada em agosto de 2024, objetiva estimular o turismo religioso no estado com a instalação de uma escultura de 12 metros de Santo Antônio, além de atrair a população para contemplar a vista da capital do alto da colina.
Além disso, o pacote inclui também os Memoriais Escritor Francisco Dantas, em Riachão do Dantas, e Arthur Bispo do Rosário, em Japaratuba. Essas iniciativas são voltadas à preservação da cultura local e ao fomento do turismo por meio de uma abordagem interativa, que combina acervos físicos e recursos tecnológicos para resgatar a memória do território. A cidade de Porto da Folha, por sua vez, irá receber o Museu do Vaqueiro para a preservação da cultura do vaqueiro e da vaquejada, bastante presente no sertão sergipano.
Ainda voltado à cultura local, também serão instaladas as Casas do Artesanato Sergipano (CAS), lojas-modelo em contêineres que visam ao desenvolvimento e à preservação das vocações artesanais de todos os territórios de planejamento do estado. Em uma estrutura itinerante, as CAS irão promover a catalogação dos tipos de artesanato regional e o comércio. Como unidade centralizadora, a Orla de Atalaia, em Aracaju, irá receber a Casa Master de Artesanato, que irá reunir produtos de todas as oito regiões e promover oficinas e cursos de capacitação e profissionalização para os artesãos.
O secretário especial da Cultura, Valadares Filho, ressaltou o caráter estruturante do Viva-SE para o fortalecimento da identidade cultural sergipana. “O Viva-SE é um marco para a cultura de Sergipe. Estamos falando de um investimento robusto, que não apenas preserva o nosso patrimônio histórico, mas também projeta a nossa produção artística e as nossas tradições para o futuro. A Secult tem atuado de forma integrada para garantir que cada uma dessas iniciativas valorize os fazedores de cultura, estimule a economia criativa e amplie o acesso da população aos bens culturais. É um programa que transforma territórios e reafirma o orgulho de sergipano”, destacou.
Próximas etapas
O escopo do Viva-SE ainda é dividido em mais duas etapas, conforme o cronograma de início das obras (2ª etapa) ou do fim dos projetos de licitação (3ª etapa). Dividido em nove intervenções, o segundo pacote integra projetos cujas obras devem ser iniciadas até dezembro de 2026, como a reforma da Biblioteca Pública Epiphânio Dória, a restauração dos Museus Históricos de São Cristóvão e Laranjeiras e do Palácio Museu Olímpio Campos.
Essa etapa também inclui a implementação de memoriais regionais nas cidades de Boquim e Campo do Brito, do Museu do Forró, do Memorial dos Náufragos, além da construção do Caminho de Santa Dulce em São Cristóvão.
O terceiro e último pacote de intervenções contempla quatro iniciativas: a Vila Vaticano, projeto voltado à requalificação do centro de Aracaju, a construção do Museu do Cangaço, a implantação da rota turística fluvial Verde Totoloto e a renovação do Museu da Gente Sergipana.




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