
A Galeria de Arte J. Inácio, localizada no primeiro piso da Biblioteca Pública Epiphanio Dória, recebeu nesta terça-feira, 28, a primeira etapa da oficina 'Olhares Ancestrais: Fotografia na Ilha Grande', ministrada pela professora Erna Barros. Realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), a atividade propõe reflexão e troca de saberes sobre memória, território e identidade por meio da fotografia, com foco na comunidade quilombola da Ilha Grande, em São Cristóvão.
O primeiro encontro foi dedicado à apresentação do projeto e às orientações iniciais para composição de imagens que considerem as manifestações culturais, práticas simbólicas e saberes ancestrais presentes na Ilha Grande. O projeto prevê uma exposição fotográfica com os resultados da oficina, para compartilhar com a sociedade as vivências, memórias e afetos captados pelos participantes.
Com 17 inscritos e quatro integrantes na equipe, a oficina reúne estudantes do Departamento de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Sergipe (DCOS/PPGCOM-UFS) e propõe atividades teóricas e práticas, incluindo imersão na comunidade quilombola.
Segundo a professora Erna Barros, a escolha da Ilha Grande está ligada à relevância histórica e cultural do território. “Esse um espaço de forte identidade e resistência, que precisa ser valorizado a partir do seu lugar cultural em Sergipe e também no Brasil”, afirmou.
A ministrante Erna Barros destacou a importância da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura para a realização do projeto. “Sem essas políticas, a gente não consegue viabilizar minimamente a articulação com os alunos e candidatos que vão fazer essas ações formativas. Então, para quem faz cultura em Sergipe, é fundamental que a gente tenha esses apoios, também para poder mostrar à sociedade o resultado dessas ações e apresentar como a verba e o fomento público estão sendo importantes para a formação”, afirmou.
Entre os participantes, a estudante de Publicidade e Propaganda Luziele Rocha aponta a oficina como oportunidade de aprofundar o olhar técnico e ampliar o contato com realidades pouco presentes no cotidiano. Já tive contato com comunidades originárias por meio da UFS, inclusive nos grupos de pesquisa, então é um interesse acadêmico mesmo. É importante ter espaços assim para manter a prática fotográfica e também olhar para essas pessoas que fazem parte da nossa cultura. Estou ansiosa para a próxima etapa, quando vamos visitar a Ilha Grande e construir a exposição com o material produzido”, relatou.
A segunda etapa da oficina prevê visita à comunidade quilombola, onde serão realizadas as atividades práticas de captação das imagens que irão compor a mostra final.




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