
A endometriose afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Dia Internacional da Luta contra a Endometriose, lembrado no dia 7 de maio, reforça a promoção da conscientização sobre essa doença ginecológica crônica. Visando proporcionar qualidade de vida às mulheres que sofrem com a doença no estado, o programa ‘Opera Sergipe’, garante assistência e amplia o acesso ao tratamento especializado. Ao todo, mais de 230 cirurgias para tratamento de endometriose já foram realizadas por meio do ‘Opera Sergipe’.
A doença é caracterizada pelo crescimento de fragmentos do endométrio (tecido que reveste o interior do útero) fora da cavidade uterina, podendo se alojar em outros órgãos, como ovários, tubas uterinas e até no intestino. A endometriose impacta negativamente a qualidade de vida das mulheres que convivem com a doença, uma vez que ela causa diversos sintomas, como cólicas incapacitantes, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais, queixas intestinais e urinárias, e até infertilidade. O diagnóstico é feito com base nos sintomas clínicos e em exames de imagem que identifiquem os focos, como transvaginal e ressonância magnética com contraste, ambos com preparo intestinal.
A cirurgia para tratamento de endometriose consiste na retirada das lesões endometrióticas, visando a diminuição dos sintomas e a promoção do bem-estar das pacientes. Ela é indicada nas situações em que os tratamentos clínicos não conseguem controlar a doença, em casos de progressão das lesões e de infertilidade, e quando os focos atingem órgãos fora da região pélvica.
De acordo com o cirurgião de endometriose do Opera Sergipe, Luccas Chagas, a endometriose é uma doença tão comum quanto a diabetes. “A endometriose acomete cerca de 10% a 20% da população feminina mundial. O pior de tudo é que ela causa uma perda de qualidade de vida absurda na vida da mulher. Uma parte essencial do tratamento é a cirurgia bem realizada. No Opera Sergipe, realizamos a cirurgia por videolaparoscopia, em que conseguimos retirar a doença por completo e a paciente pode voltar a ter qualidade de vida”, ressaltou o médico.
A cirurgia de endometriose por videolaparoscopia entrou no quadro de serviços do Opera Sergipe em março do ano passado, sendo realizada no Hospital e Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, unidade credenciada do programa. O procedimento, que é minimamente invasivo, utiliza uma câmera e instrumentos cirúrgicos introduzidos por pequenas incisões na parede abdominal.
A aracajuana Leane Santos, de 51 anos, realizou a cirurgia para tratamento de endometriose pelo Opera Sergipe. Segundo ela, o procedimento proporcionou mais qualidade de vida. “Após a cirurgia, o meu sangramento parou e as dores diminuíram. Antes eu chegava a ficar menstruada por dois meses, tinha anemia forte e quase fui internada por isso. Em alguns momentos, até precisei usar fralda e tinha medo de ir para os lugares por conta disso. Hoje, não vivo mais com esse medo”, declarou.
A autônoma Mônica de Lima, 40, destacou a importância do procedimento ser disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Opera Sergipe. Ela relatou que não conseguiria realizar a cirurgia na rede particular e ficou muito feliz quando conseguiu ser operada através do programa. “Eu estou muito feliz por realizar essa cirurgia. Ela representa qualidade de vida. A sensação é de libertação de algo que gerou tanta dor. São 16 anos com endometriose. Essa doença gera muitas dores e mexe com tudo, até com o emocional. Eu já cheguei a ir até a urgência desmaiada por conta das dores. O Opera Sergipe é maravilhoso. Agora vou ficar livre de toda essa dor”, pontuou.






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