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Dengue, chinkungunya e zika: infectologista orienta sobre cuidados e riscos da automedicação

O município de Alagoinhas atravessa um período delicado com o aumento das notificações de dengue, chinkungunya e zika. Diante deste cenário, o m...

08/05/2026 às 14h44
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Alagoinhas - BA
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Alagoinhas - BA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Alagoinhas - BA

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CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

O município de Alagoinhas atravessa um período delicado com o aumento das notificações de dengue, chinkungunya e zika. Diante deste cenário, o médico infectologista Dr. Maurício Campos reforça a necessidade de informação sobre como agir em caso de suspeita das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

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CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

Embora apresentem sintomas semelhantes como febre, dor atrás dos olhos e dores nas articulações, a diferenciação clínica entre dengue e chikungunya pode ser difícil nos primeiros dias. O infectologista destaca a importância de não fazer o uso de medicamento sem prescrição médica e de se hidratar.

“O paciente deve procurar atendimento de saúde para que o profissional avalie o histórico de alergias e indique o medicamento adequado para o controle da dor e da febre. Também é importante alertar para a hidratação constante que ajuda a evitar que o quadro evolua para formas graves”, explica ele sobre o uso de anti-inflamatórios, corticoides ou ácido acetilsalicílico (AS) ser é extremamente perigoso em casos de suspeita de dengue, pois essas substâncias podem agravar o risco de hemorragias.

O especialista explica que, enquanto a maioria dos pacientes desenvolve a forma clássica cujos sintomas desaparecem espontaneamente entre 10 e 14 dias, uma pequena parcela pode apresentar “sinais de alerta”, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sonolência, exigindo atendimento imediato. A indicação é procurar o serviço de saúde mais próximo da sua residência. Lá, o paciente será triado e, se necessário, encaminhado para a UPA ou para o Hospital Regional Dantas Bião em casos de maior complexidade.

Panorama epidemiológico

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), que compreendem o período de 1º de janeiro a 07 de maio de 2026, revelam que a cidade registrou 1.399 casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Do total de notificações realizadas nas primeiras 17 semanas do ano, o município contabiliza 73 casos confirmados de dengue, 199 de chikungunya e 05 de zika. Ainda há 781 casos em investigação e 346 descartados, aguardando conclusão laboratorial ou clínica.

A Prefeitura de Alagoinhas reforça que o combate ao mosquito é um dever de todos. É fundamental que os moradores dediquem pelo menos 10 minutos por semana para inspecionar quintais, tampar caixas d’água e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada. Em caso de febre alta, dores nas articulações ou dor atrás dos olhos, procure imediatamente sua unidade de saúde.

Foto: Roberto Fonseca / Secom / Alagoinhas
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