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Monitoramento da Cetesb aponta melhora em 7 dos 16 afluentes do Rio Pinheiros após avanço de obras e ações ambientais

Redução da carga orgânica acompanha ações do IntegraTietê, que já removeu cerca de 5 milhões de m³ de sedimentos e conectou 1,5 milhão de domicílio...

08/05/2026 às 20h02
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Os resultados acompanham o avanço do programa IntegraTietê com investimentos previstos de R$ 23,5 bilhões até 2029. Foto: Divulgação/Governo de SP
Os resultados acompanham o avanço do programa IntegraTietê com investimentos previstos de R$ 23,5 bilhões até 2029. Foto: Divulgação/Governo de SP

Os investimentos em saneamento, desassoreamento e retirada de lixo flutuante realizados pelo Governo de São Paulo nos últimos anos começam a refletir nos indicadores de qualidade da água do Rio Pinheiros e de seus afluentes, segundo levantamento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Dados da rede básica de monitoramento da companhia mostram que sete dos 16 afluentes monitorados na bacia do Pinheiros apresentaram melhora nos índices de carga orgânica entre 2020 e 2025. Entre os córregos que registraram tendência de melhora estão Águas Espraiadas, Corujas, Jaguaré, Morro do S., Pirajussara, Poli e Pau Arcado/Morumbi. O indicador utilizado para medir a poluição orgânica é o Carbono Orgânico Total (COT).

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No córrego Águas Espraiadas, por exemplo, a média anual de COT caiu de 22 mg/L, em 2020, para 9 mg/L em 2025. No Jaguaré, o índice passou de 25 mg/L para 10 mg/L no mesmo período. Já no córrego Poli, a concentração caiu de 66 mg/L para 11 mg/L.

Parte dos córregos que apresentaram melhora conta com Unidades Recuperadoras de Qualidade das Águas (URQs), estruturas implantadas para auxiliar na retenção de resíduos e redução da poluição.

Os dados também mostram avanço em trechos da calha principal do Rio Pinheiros. A análise da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), indicador que mede a quantidade de matéria orgânica presente na água, aponta melhora principalmente nos pontos de Pedreira, Ponte do Socorro e Usina São Paulo. Na Ponte do Socorro, a média anual de DBO caiu de 62 mg/L, em 2016, para 23 mg/L em 2025. Na Usina São Paulo, o índice passou de 45 mg/L para 23 mg/L no mesmo período.

Só no primeiro quadrimestre de 2026, limpeza do Rio Pinheiros foi ampliada em quase 20% por meio do Programa Integra Tietê. Foto: Divulgação/Governo de SP
Só no primeiro quadrimestre de 2026, limpeza do Rio Pinheiros foi ampliada em quase 20% por meio do Programa Integra Tietê. Foto: Divulgação/Governo de SP

Os resultados acompanham o avanço do programa IntegraTietê, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), considerado o maior projeto de recuperação socioambiental do Rio Tietê, com investimentos previstos de R$ 23,5 bilhões até 2029. Desde 2023, o programa já removeu cerca de 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios paulistas e conectou 1,5 milhão de domicílios à rede de coleta e tratamento de esgoto, reduzindo a carga orgânica lançada no Tietê e em seus afluentes. As ações incluem ainda a retirada de resíduos flutuantes, desassoreamento, ampliação do saneamento e recuperação ambiental das margens dos rios.

“Os dados mostram que os investimentos realizados nos últimos anos começam a produzir resultados concretos na recuperação do Rio Pinheiros. A ampliação do saneamento, o desassoreamento e as ações contínuas de monitoramento e limpeza têm impacto direto na redução da carga orgânica e na melhoria gradual da qualidade da água”, afirma o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo.

Desde 2023, também foram investidos R$ 212 milhões na retirada de lixo flutuante do Rio Pinheiros, com mais de 134 mil toneladas de resíduos removidas do canal.

Apenas no primeiro quadrimestre de 2026, foram recolhidas 16,2 mil toneladas de lixo do Rio Pinheiros, volume 19,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os dados são acompanhados em tempo real pelo “Lixômetro”, painel instalado às margens do Pinheiros que monitora a quantidade de resíduos retirada diariamente do rio.

Outra frente prevista pelo programa é uma Parceria Público-Privada (PPP), atualmente em consulta pública, com investimento estimado em R$ 9,5 bilhões ao longo de 15 anos. A proposta prevê ações em 182,9 quilômetros do Rio Tietê e 27,6 quilômetros do Rio Pinheiros, incluindo desassoreamento, retirada de macrófitas, ampliação da remoção de lixo superficial e recuperação ambiental das margens.

Atualmente, a rede de monitoramento da Cetesb conta com 551 pontos de monitoramento distribuídos nos principais corpos hídricos do estado de São Paulo.

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