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Um ano sem Cracolândia: Vice-governador comenta ações que resultaram no fim da cena aberta de uso na região central da capital paulista

Em entrevista ao SP POD, podcast da Agência SP, Felício Ramuth explica como ações integradas entre segurança, saúde e desenvolvimento social ajudar...

13/05/2026 às 09h12
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Vice-governador explica sobre medidas tomadas para acabar as cenas abertas de uso de drogas na região. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Vice-governador explica sobre medidas tomadas para acabar as cenas abertas de uso de drogas na região. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Após quase três décadas, a Cracolândia deixou de existir como um problema permanente na região central da capital paulista. O resultado foi alcançado por meio de uma atuação integrada do poder público, que reuniu ações de segurança, saúde, assistência social, habitação e requalificação urbana, além do combate às estruturas do crime organizado que sustentavam o fluxo de usuários na região. Em entrevista ao SP POD, podcast da Agência SP, o vice-governador Felício Ramuth detalhou as estratégias adotadas desde de 2023 para desmobilizar a cena aberta de uso.

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“Para que a gente pudesse acertar, fomos entender quem eram aquelas pessoas. Muitos pensaram que aquilo aconteceu da noite para o dia, mas foi resultado de um trabalho contínuo”, afirmou.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

As ações começaram com a criação do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas , na Rua Prates, na região central, com a ampliação da rede de leitos especializados, implantação de casas terapêuticas, reforço policial e operações de inteligência contra o crime organizado que atuava na região.

“O primeiro passo importante foi separar aquilo que era traficante do usuário e dar um atendimento completamente diferente para aqueles que estão em situação de vulnerabilidade”, afirmou Felício durante a entrevista.

Segundo o vice-governador, o Hub já contabiliza mais de 30 mil internações e encaminhamentos para tratamento. Além disso, o Governo de SP ampliou de 170 para mais de 800 os leitos especializados para dependentes químicos e estruturou quase 2 mil vagas para acolhimento em comunidades terapêuticas.

Na frente de assistência social, o vice-governador destacou a criação das casas terapêuticas, que atualmente somam 580 vagas. Paralelamente às ações de acolhimento, o Governo de SP intensificou o combate ao crime organizado. As operações policiais resultaram no fechamento de hotéis, pensões e ferros-velhos ligados ao tráfico, além da prisão de lideranças criminosas que atuavam no centro da capital. Segundo o Governo de SP, as ações também atingiram estruturas financeiras usadas para lavagem de dinheiro do crime organizado.

Felício também citou o reassentamento das famílias da Favela do Moinho como uma etapa importante para desmontar a estrutura logística do tráfico na região central.

Queda nos roubos

Os reflexos das ações já aparecem nos indicadores de segurança. A região central já registrou redução de 70% nos roubos em comparação com 2022. O vice-governador Felício Ramuth afirmou que o trabalho também permitiu interromper a dinâmica que atraía usuários para a Cracolândia.

Segundo Felício Ramuth, os dados mostram que não houve dispersão dos usuários da antiga Cracolândia para outras áreas do centro. Segundo ele, apenas 10% das pessoas abordadas atualmente em ações sociais e policiais já passaram pela antiga cena aberta de uso. Os outros 90% são novos casos identificados nas ruas da capital.

“Essas pessoas da Cracolândia estão nas nossas comunidades terapêuticas, nos nossos hospitais especializados ou estão de volta para suas casas”, afirmou o vice-governador.

Felício explicou que a continuidade do trabalho depende da presença permanente do Estado na região, com monitoramento por câmeras, reconhecimento facial, ações do programa Muralha Paulista e abordagens integradas entre polícia, assistência social e saúde.

Novas ações: prevenção nas escolas e expansão do Hub

Durante a entrevista ao SP POD, Felício Ramuth anunciou duas novas iniciativas que devem ampliar a política estadual sobre drogas.

A primeira delas é um programa de prevenção ao uso de drogas nas escolas estaduais. Segundo o vice-governador, o projeto foi desenvolvido com apoio de especialistas nacionais e internacionais e terá abordagem transversal dentro das disciplinas escolares.

“Criamos um programa para a educação completamente diferente do que já havia sido feito. O trabalho dentro da educação agora está sendo feito de forma transversal”, disse.

A segunda novidade é a expansão do modelo do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas para o interior e o litoral paulista. Segundo o vice-governador, a meta é expandir o modelo para médias cidades paulistas, levando estruturas de acolhimento e tratamento para regiões como Campinas, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba e litoral sul.

“O projeto é que a gente tenha as médias cidades contempladas com o Hub para dar acolhimento e tratamento a essas pessoas”, afirmou.

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