Publicidade

Entenda como operação da Polícia de SP e MP contra o PCC começou com bilhete achado em esgoto e levou à prisão de Deolane

Em coletiva de imprensa, Polícia Civil e Ministério Público detalharam como a investigação identificou uma transportadora usada para movimentar rec...

21/05/2026 às 16h46
Por: Redação Fonte: Secom SP
Compartilhe:
Por meio da quebra do sigilo fiscal e bancário, a investigação descobriu que Deolane mantinha vínculos com a transportadora – Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Por meio da quebra do sigilo fiscal e bancário, a investigação descobriu que Deolane mantinha vínculos com a transportadora – Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Bilhetes encontrados no esgoto de uma penitenciária no estado de São Paulo foram o ponto de partida da prisão de seis suspeitos por esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Entre eles, estava a influenciadora digital Deolane Bezerra e familiares de um dos líderes da facção criminosa. As investigações foram feitas pela Polícia Civil e Ministério Público estadual que culminou nas prisões desta quinta-feira (21).

Continua após a publicidade

A operação Vérnix, como foi chamada, começou há 7 anos, quando em uma batida em uma das celas do presídio de Presidente Venceslau, policiais penais detectaram cartas e bilhetes descartados pelo esgoto. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, investigadores detalharam que o material foi encaminhado ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que passou a investigar o caso em conjunto com a Polícia Civil. A apuração resultou na abertura de três inquéritos policiais e levou os investigadores até uma transportadora suspeita de operar a transferência de dinheiro para a facção.

LEIA TAMBÉM: Polícias Civil e Militar reforçam segurança para a Virada Cultural 2026

Investigação apurou dados bancários suspeitos

Os dados obtidos da transportadora e um celular apreendido no local levaram os investigadores a entenderem que se tratava de uma organização altamente estruturada, com a participação de familiares de Marcos Camacho, o Marcola, e da influenciadora Deolane, advogada que tem milhões de seguidores nas redes sociais.

Por meio da quebra do sigilo fiscal e bancário, a investigação descobriu que Deolane mantinha vínculos com a transportadora, de onde teria recebido transferências de dinheiro, e possivelmente com outras vertentes do crime organizado. “Nós entendemos que, pelo poder econômico que adquiriu ao longo do tempo, ela funcionava como uma espécie de caixa do crime organizado. Eles [crime organizado} depositavam valores na conta dela, e esses valores se misturavam com o dinheiro de outras atividades dessa pessoa pública. Quando eles precisavam desse dinheiro, ele retornava ao crime organizado”, disse o delegado Edmar Caparroz. Segundo o delegado, não foi detectado qualquer prestação de serviços entre a influenciadora e a transportadora.

Segundo os investigadores, o grupo movimentou milhões de reais sem lastro econômico compatível, usava empresas de fachada, contas utilizadas para circulação de valores e aquisição de bens de alto padrão para ocultar a origem ilícita dos recursos.

LEIA TAMBÉM: Onze falsos funcionários são flagrados com 1,5 tonelada de cabos telefônicos furtados na Zona Leste de SP

Suspeita teria se encontrado com foragida da Interpol

Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21), um dia após retornar da Itália, onde teria se encontrado com Paloma Camacho, sobrinha de Marcola, que seria responsável por repassar informações de dentro do sistema penitenciário, entre elas a divisão dos lucros da transportadora. Também foi preso Everton de Souza (conhecido como Player), indicado como operador financeiro da organização.

De acordo com a investigação, Paloma fugiu para a Espanha e está na lista vermelha da Interpol. Outro sobrinho, Leonardo, é procurado na Bolívia. Já Alejandro Camacho, irmão de Marcola, e o próprio Marcos Camacho foram notificados de novas ordens de prisão nos presídios federais onde já cumprem pena.

Além das prisões, a operação Vérnix obteve o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos — incluindo automóveis de luxo — e quatro imóveis vinculados aos investigados.

A ação contou com apoio operacional do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) no cumprimento das diligências. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, a Operação Vérnix representa mais um avanço no enfrentamento ao crime organizado, especialmente no combate à lavagem de capitais e ao enfraquecimento das estruturas financeiras utilizadas por facções criminosas.

Coletiva da operação

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Salvador, BA
27°
Tempo limpo

Mín. 25° Máx. 26°

29° Sensação
5.74km/h Vento
70% Umidade
100% (2.69mm) Chance de chuva
05h46 Nascer do sol
17h14 Pôr do sol
Fri 27° 25°
Sat 27° 25°
Sun 27° 26°
Mon 27° 26°
Tue 26° 26°
Atualizado às 17h01
Publicidade
PMS PREFEITURA EM AÇÃO MAI 2026
Publicidade
PMS PREFEITURA EM AÇÃO MAI 2026
Economia
Dólar
R$ 5,01 +0,19%
Euro
R$ 5,81 +0,07%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 411,895,54 +0,07%
Ibovespa
177,649,86 pts 0.17%
Publicidade
PMS PREFEITURA EM AÇÃO MAI 2026
Publicidade
PMS PREFEITURA EM AÇÃO MAI 2026
Publicidade
PMS PREFEITURA EM AÇÃO MAI 2026
Publicidade