
Marcando as comemorações de 30 anos da montagem, o grupo de teatro Imbuaça realiza a primeira apresentação de 2026 do espetáculo Ópera do Milho nesta quinta-feira, 28, às 19h, durante a 4ª edição da Salva Junina. O evento, que acontece no Complexo Cultural Gonzagão, abre oficialmente os festejos de São João no estado e é realizado pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap).
A Ópera do Milho voltou a integrar a programação junina em 2023, após 18 anos fora dos palcos. A retomada foi conduzida pelo Imbuaça, considerado o mais antigo grupo de teatro de rua do Brasil em atividade ininterrupta. A encenação une teatro, música, dança e humor popular para dialogar diretamente com as tradições do estado, com apoio da Funcap.
O enredo estabelece uma conexão entre tradição e contemporaneidade ao levar para a cena crendices populares ligadas à religiosidade. A história acompanha Mariazinha, uma jovem grávida cujo noivo foge e passa a ser perseguido pelo sogro. Para resolver o conflito, os três santos juninos – Santo Antônio, São João e São Pedro – são convocados. A narrativa se desenvolve em uma atmosfera lúdica, marcada por figurinos coloridos, máscaras expressivas e movimentação cênica que conduz o público ao desfecho com o casamento.
Programação diversa
A Salva Junina funciona como uma síntese das linguagens que estruturam o período festivo em Sergipe, articulando manifestações populares e o reconhecimento do forró como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A noite começa com o grupo cultural Peneirou Xerém, coletivo multiartístico formado por pessoas idosas que mantém viva a tradição desde 1989. Em seguida, o projeto Sanfoneiras de Sergipe faz sua primeira apresentação pública, com a participação da musicista Kesia Rodrigues e do Trio Dona Lia, simbolizando a ampliação da presença feminina no universo instrumental do forró.
O evento contempla ainda a coroação do Rei e da Rainha do País do Forró 2026, casal que atuará como embaixador cultural ao longo do ciclo. Outro destaque é a tradicional passagem do Barco de Fogo, alegoria pirotécnica de Estância reconhecida como patrimônio imaterial do estado. O encerramento fica por conta das quadrilhas juninas Unidos em Asa Branca e Pioneiros da Roça.
A abertura com a Salva Junina também marca a entrega de melhorias estruturais no Complexo Cultural Gonzagão, com intervenções em pavimentação, acessibilidade e paisagismo. O rito inaugural dá início a 60 dias de programação em Sergipe, que segue até 26 de julho com o Apaga Fogueira, na Orla da Atalaia.
Programação










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