
A cidade de São Paulo registrou queda nos casos de homicídios dolosos e latrocínios no primeiro quadrimestre deste ano. Os dados reforçam a tendência de redução dos crimes contra a vida na capital paulista, especialmente nos roubos seguidos de morte, que atingiram o menor patamar da série histórica para o período.
Entre janeiro e abril, os latrocínios caíram de 16 para 10 ocorrências na comparação com o mesmo período do ano passado, uma redução de 37,5%. O resultado representa o menor número da série histórica, iniciada em 2001. Em 2022, por exemplo, haviam sido registrados 21 casos no mesmo intervalo. A queda acumulada também marca o terceiro ano consecutivo de retração desse tipo de crime no período entre janeiro e abril.
Apesar da redução no quadrimestre, somente em abril foram registrados quatro casos, um a mais do que no mesmo mês do ano passado. Ainda assim, os resultados de janeiro, fevereiro e março mantiveram o indicador no menor nível histórico para os quatro primeiros meses do ano.
Nas áreas atendidas pela 5ª e 7ª Delegacias Seccionais, responsáveis por bairros da Zona Leste da capital, como Tatuapé, Vila Carrão, Belém, Itaquera, São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo, não houve registros de latrocínio até abril.
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Os homicídios dolosos, quando há intenção de matar, também apresentaram redução no quadrimestre. Os casos passaram de 179 para 165 ocorrências, queda de 7,8%. O resultado representa o segundo menor número da série histórica para o período, ficando atrás apenas de 2024, quando foram registrados 150 casos. Em 2020, a capital havia contabilizado 239 homicídios dolosos nos quatro primeiros meses do ano.
Somente em abril, os homicídios caíram de 49 para 43 registros na comparação anual, mantendo a tendência de redução observada também nos meses de janeiro e fevereiro.
Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a queda dos indicadores demonstra o fortalecimento das ações integradas de combate aos crimes violentos desde o início da atual gestão.
“Por trás de cada número há uma vida protegida e uma família que não foi atingida pela violência. É um esforço contínuo das polícias Civil e Militar, que une investigação, inteligência e ações integradas para identificar e prender criminosos, reduzindo a reincidência e ampliando a sensação de segurança da população”, afirmou o secretário.
A Secretaria da Segurança Pública também intensificou ações voltadas ao combate ao porte ilegal de armas, estratégia considerada fundamental para reduzir a letalidade dos crimes violentos.
Entre janeiro e abril, as forças de segurança retiraram das ruas 4,2 mil armas de fogo em todo o estado, incluindo fuzis de uso restrito e alto poder de destruição.
As ações de prevenção também envolvem o uso de tecnologia e análise de dados para direcionar o trabalho operacional das forças policiais.
Uma das ferramentas utilizadas é o programa SP Vida, que reúne informações detalhadas sobre crimes contra a vida, considerando contexto, motivação, local e perfil das ocorrências.
Os dados auxiliam no planejamento de políticas públicas e na definição de estratégias de prevenção a homicídios e latrocínios. Além disso, batalhões da Polícia Militar e unidades da Polícia Civil utilizam aplicativos e plataformas de monitoramento criminal para aprimorar as ações preventivas e repressivas em áreas com maior incidência de violência.
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