
O contraste entre a expressiva produção regional de energia, proveniente de usinas hidrelétricas, grandes parques eólicos e fazendas solares fotovoltaicas, e os gargalos existentes na infraestrutura de distribuição deverá integrar o plano de investimentos da Coelba até 2030, no contexto da renovação da concessão junto à ANEEL para os próximos 30 anos. Apesar de concentrar importantes empreendimentos do setor energético, a região Norte da Bahia ainda enfrenta limitações relacionadas às linhas de escoamento e distribuição em baixa e média tensão, além da necessidade de ampliação e modernização das subestações.
O contraste entre a expressiva produção regional de energia, proveniente de usinas hidrelétricas, grandes parques eólicos e fazendas solares fotovoltaicas, e as limitações existentes na infraestrutura de distribuição deverá integrar o plano de investimentos da Coelba até 2030, no contexto da renovação da concessão junto à ANEEL para os próximos 30 anos. Apesar de concentrar importantes empreendimentos do setor energético, a região Norte da Bahia ainda enfrenta desafios relacionados às linhas de escoamento e distribuição em baixa e média tensão, além da necessidade de ampliação e modernização das subestações.
A iniciativa foi debatida durante a reunião do Fórum Macroterritorial dos Territórios do Norte do Estado, realizado nesta segunda-feira (1º), no IFBA de Juazeiro, reunindo representantes do Consórcio Intermunicipal do Sertão do São Francisco, dos CODETERs dos três territórios, da Unicafes, Sebrae, FIEB, Banco do Nordeste, Codevasf, DNIT, Coelba, SETAF, Prefeitura de Juazeiro, Armazém da Caatinga, CUT e diversas outras instituições ligadas ao desenvolvimento regional.
A logística ferroviária também ocupou espaço central nas discussões. Os participantes destacaram a importância da retomada da FCA, associada à renovação da concessão da VLI. A avaliação é de que a malha ferroviária local permaneceu sem os investimentos necessários ao longo dos últimos anos, apesar da crescente demanda das regiões mineradoras de Sento Sé, Jaguarari e Juazeiro, que enfrentam dificuldades para o escoamento da produção e beneficiamento primário.
Outro ponto que gerou expectativas positivas foi a retomada dos investimentos no Canal do Sertão Baiano e na Hidrovia do São Francisco, iniciativas apresentadas pela Codevasf. Também foram destacadas as obras de conclusão do contorno urbano da BR-235, em Juazeiro, apresentadas pelo DNIT, consideradas estratégicas para a mobilidade e o desenvolvimento econômico regional.
No campo da agricultura familiar, o encontro reconheceu os avanços alcançados pelas agroindústrias em diversas cadeias produtivas. Ao mesmo tempo, apontou a necessidade de fortalecer a cadeia do mel, cuja produção ainda é comercializada, em grande parte, sem agregação de valor, seguindo para outros mercados em bombonas. Preocupação semelhante foi manifestada em relação à estruturação da cadeia da bovinocultura leiteira, especialmente no fortalecimento dos pequenos laticínios, bem como no beneficiamento da carne e dos derivados da caprinovinocultura, atividades com grande potencial de geração de renda e desenvolvimento regional.
A conectividade também foi tratada como um desafio estratégico. Os participantes defenderam novos investimentos na infraestrutura de telecomunicações, com ampliação da cobertura de internet e fortalecimento da capacidade operacional dos provedores e operadoras. Atualmente, diversos distritos e comunidades ainda convivem com áreas sem cobertura ou frequentes interrupções.
Ao final dos trabalhos, foi eleita uma Coordenação Provisória do Fórum, composta por representantes dos Consórcios, CODETERs, Sebrae, Unicafes e Universidades. O processo contará ainda com o acompanhamento institucional da Codevasf, Coelba, DNIT e SETAF.
Fonte: Ascom/Codes
Mín. 23° Máx. 25°