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Credores cobram na Câmara solução para calote bilionário da construtora sul-coreana no Ceará

Subsidiária é acusada de enviar recursos ao exterior e declarar patrimônio irrisório após falência

09/06/2026 às 19h12
Por: Redação Fonte: Agência Câmara
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Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

As consequências da atuação da Posco Engenharia e Construção do Brasil nas obras da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará, foram debatidas em reunião conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico e de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.

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Credores afirmam que a empresa enviou recursos ao exterior e deixou dívidas trabalhistas, tributárias e comerciais que somam quase R$ 1 bilhão.

A usina é um empreendimento privado executado pela Posco Engenharia e Construção do Brasil, subsidiária de uma multinacional sul-coreana. Em setembro de 2025, a construtora pediu falência.

Segundo o presidente da Associação Internacional dos Credores da Posco, Frederico Carvalho Campelo Costa, a conta corrente da empresa no Brasil tinha saldo de apenas R$ 100.

Costa afirmou que o valor declarado pela Posco Brasil não corresponde ao patrimônio da empresa nem aos recursos recebidos pela obra, que custou mais de R$ 5 bilhões.

Em depoimento aos deputados, ele disse que o empreendimento levou muitas empresas brasileiras a ampliar investimentos e contrair financiamentos para atender aos contratos da obra. Segundo Costa, a falta de pagamento ao fim do projeto comprometeu a sobrevivência de diversos fornecedores.

O deputado Moses Rodrigues (União-CE) afirmou que é preciso conhecer o impacto fiscal do empreendimento para o Ceará e para a União, além de dimensionar os prejuízos sofridos por empresas brasileiras.

Segundo o parlamentar, a Câmara dos Deputados deve avaliar medidas legislativas para evitar que situações semelhantes se repitam.

“Nosso objetivo é entender o que a Posco fez no Brasil e avaliar mudanças na legislação para evitar novos prejuízos às empresas, às pessoas físicas afetadas e ao próprio Fisco Federal”, afirmou.

O diretor do Departamento de Promoção Comercial, Investimento e Agricultura do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Henrique Moscardo, informou que o governo brasileiro busca uma solução negociada para o caso, com o objetivo de preservar as relações comerciais entre o Brasil e a Coreia do Sul.

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