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Intérpretes de Libras ampliam acesso do público ao Concurso de Quadrilhas Juninas do Gonzagão

Acessibilidade integra toda a programação do ciclo junino

11/06/2026 às 08h32
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Fotos: Julia Rodrigues
Fotos: Julia Rodrigues

A acessibilidade faz parte da programação do Concurso de Quadrilhas Juninas do Gonzagão durante todas as noites da competição. Nessa quarta-feira, 10, durante a terceira noite classificatória, intérpretes de Libras acompanharam as apresentações dos grupos juninos, ampliando o acesso de pessoas surdas aos enredos, músicas e narrativas levadas ao arraial. A iniciativa integra a programação do ciclo junino promovida pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), e acontece pelo segundo ano consecutivo em parceria com o Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (Ipaese).

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Nesta etapa classificatória do concurso, subiram ao palco as quadrilhas Balanço do Nordeste, Chapéu de Couro, Cangaceiros da Boa, Pisa na Brasa, Encanto do Matuto, Rosa Dourada e Unidos em Asa Branca.

Acessibilidade na cultura

A assessora técnica de Cultura da Funcap, Grazzy Coutinho, destacou que a presença dos intérpretes integra a política de acessibilidade adotada nas programações juninas do Governo de Sergipe. “Em todas as programações juninas tem acessibilidade, e nos concursos de quadrilhas do Gonzagão e do Arranca Unha não seria diferente. Desde o ano passado, os intérpretes de Libras estão presentes nos nossos festejos, trazendo mais inclusão para as pautas culturais. Essa inclusão é muito importante para toda a sociedade e para todo o público”, afirmou.

Durante as apresentações, os profissionais permanecem posicionados em área visível para o público, permitindo maior acesso às narrativas desenvolvidas por cada quadrilha. A tradução em Libras durante uma apresentação de quadrilha exige acompanhamento constante de diferentes elementos do espetáculo. Além das músicas, os profissionais interpretam diálogos, encenações, falas dos marcadores e aspectos narrativos que ajudam a construir os enredos apresentados pelos grupos.

Para a intérprete Beatriz Rabelo, a presença da Libras em eventos culturais amplia o acesso da população às manifestações artísticas. “A nossa profissão contribui para essa comunicação e para que toda a sociedade esteja incluída. É algo muito positivo para o nosso estado, pois mostra que a cultura nordestina e a cultura sergipana são para todo mundo”, explicou.

Beatriz Rabelo também detalhou a dinâmica adotada durante as apresentações. Segundo ela, os intérpretes atuam em sistema de espelhamento e revezamento para garantir qualidade na tradução ao longo de toda a programação. “O espelhamento é uma técnica em que os dois intérpretes acompanham tudo ao mesmo tempo. Caso exista algum momento em que um não consiga ouvir ou aconteça alguma falha, o outro dá suporte. Também há troca e revezamento, geralmente a cada 20 ou 30 minutos, para descanso da mente e do corpo”, destacou.

Público aprova

A professora Adna Alves acompanhou a terceira noite classificatória e pontuou a importância da acessibilidade em eventos culturais. “É muito relevante porque é preciso dar acesso cultural a todos e todas. Há algum tempo, pessoas com deficiência auditiva ou visual não tinham essa oportunidade que o Governo tem dado. Quando se quer transmitir a cultura do seu povo, a primeira necessidade é garantir acesso a todos. A ação inclusiva precisa estar na escola, nos eventos oficiais e, também, em qualquer evento em que as pessoas estejam presentes”, afirmou.

Adna também destacou a importância das quadrilhas juninas para a preservação da cultura popular. “A quadrilha é a linguagem do sertanejo, do forró. Eu nasci em uma rua onde tinha concurso de quadrilhas. Então, para a gente, quadrilha não é só dança, é conhecimento sobre a cultura sertaneja. A gente fica feliz, se empolga e vê oportunidade para grupos de todo o estado mostrarem seu talento”, considerou. 

Resultado e próxima etapa

Na terceira noite da etapa classificatória, garantiram vaga para as semifinais os grupos Unidos em Asa Branca, Balanço do Nordeste e Cangaceiros da Boa. Já as quadrilhas Encanto do Matuto, Pisa na Brasa, Chapéu de Couro e Rosa Dourada encerraram sua participação na competição.

O Concurso de Quadrilhas Juninas do Gonzagão segue nesta quinta-feira, 11, a partir das 20h, com a quarta e última noite classificatória. Sobem ao palco as quadrilhas Luar do Sertão, Unidos do Arrasta Pé, Meu Xodó, Asa Branca, Raízes do Sertão, Século XX e Pioneiros da Roça. A programação segue até o dia 15 de junho, quando será conhecida a campeã da edição 2026.
 

Grazzy Coutinho
Grazzy Coutinho
Adna Alves
Adna Alves
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