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Hospital de Urgências de Sergipe reforça orientações para prevenir queimaduras durante festejos juninos

Unidade hospitalar intensifica atendimento nos dias de maior movimento, mas destaca que a prevenção continua sendo a principal aliada para evitar a...

22/06/2026 às 16h46
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Unidade hospitalar intensifica atendimento nos dias de maior movimento, mas destaca que a prevenção continua sendo a principal aliada para evitar acidentes graves / Fotos: Ascom SES
Unidade hospitalar intensifica atendimento nos dias de maior movimento, mas destaca que a prevenção continua sendo a principal aliada para evitar acidentes graves / Fotos: Ascom SES

Os tradicionais festejos juninos trazem alegria e o fortalecimento da cultura nordestina. No entanto, o período também exige atenção redobrada para prevenir acidentes com queimaduras, principalmente envolvendo fogueiras e fogos de artifício. Como os atendimentos são mais frequentes nesta época do ano, o Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) reforça as orientações de prevenção, além de intensificar a assistência nos dias 23 e 24 de junho, quando pode aumentar a busca por tratamento especializado.   

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Segundo a enfermeira e gerente da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Huse, Wandressa Nascimento, a tradição junina exige ainda mais responsabilidade. "O mês de junho é para ser comemorado com alegria, com dança e reunião em família. Mas, é preciso responsabilidade porque, em questão de segundos, um momento de diversão pode se transformar em um trauma para o resto da vida. Por conta da nossa cultura, temos a utilização de fogueiras e fogos de artifício, o que redobra os cuidados. Já registramos, este ano, pacientes com amputações provocadas por acidentes com fogos. São sequelas que essas pessoas carregarão pelo resto da vida", alertou.

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Em um levantamento preliminar divulgado pelo Huse, entre 31 de maio e 21 de junho, foram registrados 30 atendimentos no Pronto-Socorro da unidade hospitalar relacionados a queimaduras provocadas por diferentes causas, como fogo, líquidos ferventes e produtos químicos. Desse total, 15 pacientes sofreram acidentes envolvendo fogos de artifício, incluindo espadas, bombas, buscapé e pólvora, um deles com bacamarte.

Entre os pacientes atendidos no período, nove precisaram de internação na UTQ, sendo quatro vítimas de acidentes com fogos de artifício. Ao longo de 2026, a UTQ já recebeu mais de 50 pacientes vítimas de queimaduras causadas por fogo, líquidos quentes e substâncias químicas, mantendo atualmente uma taxa de ocupação de 50% dos leitos.

Os acidentes mais frequentes envolvem crianças, pessoas tentando reacender artefatos que falharam, queimaduras ao atravessar fogueiras durante brincadeiras tradicionais e o uso de álcool líquido para acender o fogo. "A bomba não acende, a pessoa vai verificar e ela explode na mão, atingindo também o rosto e os olhos. Também há casos de pessoas que pisam na fogueira ou se queimam durante brincadeiras. Outro risco é utilizar álcool líquido para acender a fogueira, prática que deve ser evitada. Existem outras maneiras para acender a fogueira, que demoram mais tempo mas, que são mais seguras", explicou.

Prevenção

Para reduzir os riscos, a recomendação é adotar medidas preventivas antes mesmo do início da festa. “Entre os principais cuidados estão utilizar calças compridas, calçados fechados, botas e luvas ao acender fogueiras. Além disso, especialmente em crianças, evitar os vestidos de chita que pegam fogo facilmente e não esquecer de mantê-las sob a supervisão de um adulto durante o uso de fogos, nunca permitindo que crianças manuseiem fogos de artifício de alta potência”, frisou. “Outro ponto importante é não utilizar álcool líquido ou outros produtos inflamáveis para acender fogueiras e evitar o manuseio de fogos de artifício após o consumo de bebidas alcoólicas, já que o álcool reduz os reflexos e aumenta o risco de acidentes”, acrescentou a enfermeira. 

Caso ocorra uma queimadura, a agilidade nos primeiros socorros pode reduzir a gravidade da lesão. A orientação é resfriar imediatamente a área atingida com água corrente por 15 a 20 minutos. Em seguida, a região deve ser protegida com um pano limpo e seco, e a vítima encaminhada à unidade de saúde mais próxima para avaliação. “Quanto mais rápido retirarmos o agente causador da queimadura e resfriarmos a região, menor será o dano aos tecidos. Isso pode fazer com que a queimadura seja menos profunda", finalizou a gerente.

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