
Na tarde desta terça-feira (14), estudantes e professora do curso de especialização em Psicopedagogia da Unigrad realizaram uma ação de avaliação e intervenção psicopedagógica na pediatria do Hospital Municipal Esaú Matos. A iniciativa teve como objetivo fortalecer o vínculo das crianças hospitalizadas com a aprendizagem, mostrando que, mesmo durante a internação, é possível manter o contato com o universo da educação.
A atividade foi coordenada pela professora Vanusa Lima, responsável pelo curso de Psicopedagogia, com a participação das alunas Neiva Oliveira, Macilúcia Santos e Zilmara França. Segundo a docente, a ação integra um componente curricular da especialização em Psicopedagogia Institucional e Clínica, com foco na atuação institucional.
“O psicopedagogo atua em qualquer espaço onde exista ensino e aprendizagem. No ambiente hospitalar, nosso objetivo é manter o vínculo da criança com a educação, a aprendizagem e a escola, contribuindo para seu desenvolvimento mesmo durante o período de internação”, explicou Vanusa.
A dona de casa Tailane de Jesus, mãe de Yasmin Emanuele, de seis anos, elogiou a iniciativa. “Achei muito bom e interessante. Quando alguém vem de fora, conta histórias e interage com as crianças, faz com que elas esqueçam um pouco o ambiente hospitalar e viagem pela imaginação.”
Aline Andrade da Silva, mãe de Elisa Andrade da Silva, de 10 meses, também destacou a importância da atividade. “Está muito bom. As crianças interagem e até os adultos acabam entrando na imaginação das histórias.”
Para a coordenadora do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) da Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC), Cris Moura, ações como essa tornam o ambiente hospitalar mais acolhedor.
“Pensamos sempre com muito carinho nas crianças internadas. Receber estudantes de Psicopedagogia para desenvolver atividades lúdicas, recreativas e educativas torna o ambiente mais leve, reduz os impactos da internação e ajuda a amenizar a saudade de casa e da convivência escolar”, afirmou.
Cris MouraSegundo Cris, além dos benefícios para as crianças, a iniciativa fortalece o vínculo entre familiares e equipe de saúde, promovendo uma assistência mais humanizada e integral. “A experiência também proporciona aos estudantes uma vivência prática enriquecedora, pautada na ética, na empatia, no trabalho interdisciplinar e na compreensão do cuidado humanizado em um ambiente hospitalar”, concluiu.
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