

A programação incluiu reuniões intersetoriais e visitas a equipamentos públicos e privados vinculados à política de Segurança Alimentar
A Prefeitura de Vitória da Conquista avançou, nesta semana, na construção de um diagnóstico da rede de serviços, equipamentos e iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional existentes no município. O trabalho reúne informações de diferentes áreas da administração municipal e também de organizações da sociedade civil para fortalecer o planejamento das ações, ampliar a articulação entre os serviços e qualificar o atendimento às famílias em situação de insegurança alimentar.
A quarta etapa desse processo foi realizada nas últimas terça (21) e quarta-feira (22), e consiste na validação das informações levantadas pelas secretarias municipais e instituições parceiras para compor a Cartografia de Respostas Locais. A atividade contou com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), da Secretaria Municipal de Educação (Smed), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR), do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
A coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan) da SASHDS, Karine Barros, explica que o trabalho consolida o levantamento realizado pelas secretarias municipais e permite construir um panorama dos serviços disponíveis no município. “Cada secretaria fez o levantamento dos equipamentos, serviços e programas sob sua responsabilidade. Agora, vamos validar essas informações para consolidar a Cartografia de Respostas Locais, que reúne desde os equipamentos da assistência social até as ações de segurança alimentar, saúde, educação, desenvolvimento rural e habitação. Esse trabalho fortalece a organização da rede e amplia nossa capacidade de atender as famílias em situação de insegurança alimentar”, pontuou a coordenadora.
As informações validadas nesta etapa serão incorporadas à Cartografia de Respostas Locais, ferramenta que reunirá os serviços, equipamentos e iniciativas voltados à segurança alimentar existentes no município. De acordo com a articuladora técnica do MDS, Silvana Melo da Silva, a validação conjunta garante que o levantamento reflita a realidade local antes de ser integrado à plataforma. “Estamos validando essas informações junto ao grupo de trabalho para que tudo seja incorporado à plataforma do Ministério. A ideia é que a população saiba quais serviços estão disponíveis e que as equipes possam encaminhar as famílias em situação de insegurança alimentar para essa rede de atendimento”, explicou Silvana Melo.
Integração entre as políticas públicas
A etapa contou com uma reunião técnica de orientação e validação das informações levantadas pelas políticas públicas envolvidas no processo. Pela SASHDS, participaram representantes da Coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan), da Diretoria de Habitação de Interesse Social e da Coordenação de Renda e Cidadania. Também estiveram presentes representantes da Coordenação de Vigilância Alimentar e Nutricional da SMS, da Coordenação da Alimentação Escolar da Smed, da Coordenação de Fomento à Agricultura Familiar da SMDR, além do Comsea e da articuladora técnica do MDS.
Entre as áreas envolvidas, a Saúde desempenha papel estratégico por meio da Coordenação de Vigilância Alimentar e Nutricional, responsável pelo acompanhamento do perfil nutricional da população e pela Triagem de Risco de Insegurança Alimentar (Tria), realizada na Atenção Básica. A Educação contribui com informações relacionadas à alimentação escolar, complementando o levantamento realizado pelas demais áreas.
Segundo a coordenadora da Vigilância Alimentar e Nutricional da SMS, Iasmin Lacerda, os dados produzidos pela saúde são fundamentais para orientar as ações desenvolvidas de forma integrada entre as secretarias. “Existe uma integração muito grande entre as secretarias. A Saúde contribui com as informações da Tria e com os dados coletados nas unidades de saúde. A partir das avaliações nutricionais conseguimos identificar os territórios e os públicos que precisam de maior atenção e articular os encaminhamentos para a assistência social e para os demais serviços da rede”, detalhou.
Para a presidente do Comsea, Regina Dantas de Carvalho, a construção do diagnóstico permite conhecer a rede existente e identificar onde ainda é necessário ampliar a atuação do poder público. “O Conselho acompanha todo esse processo de implementação e avalia as ações desenvolvidas. O mais importante é o comprometimento das secretarias envolvidas. Assistência Social, Saúde, Educação e Agricultura estão construindo esse trabalho de forma integrada para que possamos conhecer toda a rede existente e identificar onde ainda precisamos ampliar a atuação”, ressaltou a presidente do Comsea.
Mapeamento de iniciativas públicas e privadas
Além da validação das informações, a programação contou com visitas técnicas a equipamentos públicos e iniciativas da sociedade civil que desenvolvem ações voltadas à segurança alimentar e nutricional. A agenda incluiu o Restaurante Popular, a Coordenação de Vigilância Alimentar e Nutricional da SMS, a Horta Comunitária da Vila América e a Cozinha Solidária Tia Naza.
Na Horta Comunitária da Vila América, a equipe acompanhou o trabalho desenvolvido pelos agricultores atendidos pelo programa municipal. Agricultora há 16 anos, Maria Aparecida Alves Umburama acredita que a iniciativa poderá fortalecer o trabalho realizado no local. “Será muito importante para a horta. É mais uma forma de dar visibilidade e apoiar as hortas. Um projeto como esse é muito importante para nós”, avaliou a agricultora.
De acordo com Silvana Melo, a construção da Cartografia de Respostas Locais contempla não apenas os equipamentos públicos, mas também iniciativas da sociedade civil que atuam na promoção da segurança alimentar. Para ela, esse levantamento permite identificar toda a rede disponível no município e ampliar as possibilidades de encaminhamento das famílias em situação de insegurança alimentar. “Também estamos identificando estruturas como as cozinhas solidárias, que fazem parte da rede de segurança alimentar existente no município. Essas iniciativas passam a compor o mapeamento dos serviços disponíveis e ampliam as possibilidades de atendimento às famílias em situação de insegurança alimentar”, destacou a consultora.
Uma das iniciativas visitadas foi a Cozinha Solidária Tia Naza, unidade vinculada ao Projeto Social Maria Nilza. Recepcionada por Maria Nazaré Silva de Sá, conhecida como Mãe Naza de Oyá, a equipe conheceu a estrutura da unidade e os serviços ofertados à população em situação de vulnerabilidade social. O projeto desenvolve ações voltadas à promoção da cidadania e da inclusão social e, atualmente, oferece alimentação e cursos gratuitos de qualificação profissional, beneficiando famílias dos bairros Patagônia, Recanto das Águas, Copacabana e Miro Cairo, além de moradores da zona rural de Vitória da Conquista.
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