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Agosto Lilás: entenda como funciona o serviço da Polícia Militar para casos de violência doméstica

Viaturas especializadas visitam vítimas para oferecer orientações e verificar situação após ocorrências

11/08/2026 às 08h07
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

As equipes realizam visitas periódicas à residência e contatos telefônicos com as mulheres que denunciaram situações de violência. Durante o atendimento, os policiais verificam se a mulher voltou a sofrer ameaças ou agressões, avaliam a situação familiar e checam se são necessárias novas medidas de proteção ou intervenção policial.

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As visitas são conduzidas por policiais militares especializados no atendimento a casos de violência doméstica, preparados para acolher e conversar com as vítimas. Cada viatura tem, ao menos, uma policial feminina.
Durante a abordagem, a mulher recebe orientações sobre seus direitos, medidas protetivas e serviços disponíveis.

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Quando a situação exige suporte além da segurança pública, a equipe encaminha a vítima para a rede de assistência social, atendimento psicológico, apoio jurídico e programas voltados à autonomia financeira. Em casos de risco à integridade da mulher também podem ser acionados serviços de acolhimento em abrigos sigilosos.

A atuação é integrada a outros canais da rede estadual de proteção, como a Cabine Lilás, que direciona chamadas de violência doméstica recebidas pelo 190 para atendimento conduzido por policiais femininas.

Aplicativo SP Mulher Segura

As mulheres de São Paulo contam também com o aplicativo SP Mulher Segura, que oferece ferramentas digitais de proteção. Por meio do celular, é possível localizar as delegacias mais próximas e registrar boletim de ocorrência eletrônico a qualquer hora do dia. A plataforma permite ainda solicitar medidas protetivas de urgência, que são analisadas pela equipe policial e encaminhadas diretamente ao Poder Judiciário.

Para as mulheres que já possuem medida protetiva concedida pela Justiça, o aplicativo disponibiliza a função do Botão do Pânico, que gera um alerta prioritário para envio da viatura mais próxima. Nos casos em que o agressor utiliza tornozeleira eletrônica, a ferramenta conta com um sistema de geolocalização que notifica a polícia automaticamente sempre que a área de afastamento determinada pela Justiça for descumprida.

Procure ajuda

Se você ou alguém que você conhece é vítima de violência doméstica, procure ajuda. No estado de São Paulo, é possível ser atendida em uma das 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), nas 235 Salas DDM 24 horas instaladas em plantões policiais, pela DDM Online ou em qualquer delegacia da Polícia Civil. Em situações de emergência, acione o 190 da Polícia Militar.
Para acolhimento e proteção social, São Paulo disponibiliza serviços como abrigos sigilosos, Casa da Mulher Paulista, auxílio-aluguel, capacitação e orientação, além de outros serviços da rede de assistência social, com encaminhamentos realizados via Cras e Creas.

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