
As feiras de ciências das escolas da Rede Municipal seguem reforçando o protagonismo dos estudantes. A partir da pesquisa, da troca de conhecimentos e do trabalho em equipe, as atividades estimulam o pensamento crítico e ampliam as oportunidades de aprendizagem.


Com o tema “Explorar hoje, transformar o amanhã” e projetos que abordaram a sustentabilidade, a tecnologia, a saúde e a preservação ambiental, a Escola Municipal Lycia Pedral abriu as portas para receber pais e visitantes, nesta terça-feira (11). A iniciativa movimentou os corredores da unidade e destacou o esforço dos alunos e dos professores na construção de novos saberes.
“Muitas vezes, a educação fica muito ligada à teoria e, quando conseguimos trazer esse conhecimento para a vivência do aluno, percebemos que ele aprende mais. Esse resultado é fruto da dedicação da gestão, da coordenação, dos professores e, principalmente, do engajamento dos alunos, porque eles são o nosso principal público”, explicou o diretor da instituição, Daniel Santos.



Colocando em prática o conteúdo de sala de aula, a turma do 6º ano produziu um carro movido pela energia cinética gerada pela água, trabalho apresentado pelo grupo de Saymon Amaral, de 13 anos. “Ele foi feito com materiais recicláveis, como garrafa PET, CD, tampinhas de garrafa, palitos de churrasco e de picolé. Quando a água bate nas tampinhas, elas começam a girar e fazem o carrinho andar. A ideia surgiu quando a gente estava pesquisando para fazer o projeto e viu um vídeo de um carrinho parecido. Aí achamos legal e decidimos fazer o nosso”, explicou ele.
Para os pais que acompanharam a atividade, essa foi a oportunidade de ver de perto o quanto os filhos estão se desenvolvendo, como contou Zinho Santos. “A escola está ensinando tanta coisa importante para eles, e isso desperta a curiosidade e faz com que tenham vontade de aprender cada vez mais”.
Na Escola Municipal Professora Maria da Conceição Meira Barros, a programação valorizou o talento e a criatividade dos estudantes. Segundo a professora Clarissa Lopes, a 1ª Feira de Ciências e Tecnologias da instituição superou as expectativas. “Os alunos abraçaram a causa e trouxeram projetos muito bons. Ficamos encantados, porque, ao longo do processo, acompanhamos eles se apaixonarem pela ciência”.


Sofia de Oliveira, de 15 anos, é aluna do 9º ano e, junto aos colegas, apresentou um trabalho que teve origem ainda na sala de aula. “A gente escolheu falar sobre o fator Rh e a eritroblastose fetal. O fator Rh pode ser positivo ou negativo e, quando a mãe é Rh negativo e o bebê é Rh positivo, o organismo da mãe pode produzir anticorpos que podem trazer complicações para o bebê. A ideia surgiu porque a professora Clarice estava estudando tipos sanguíneos com a gente, e a gente decidiu pesquisar mais sobre esse assunto”, disse.


Na zona rural, a Escola Municipal Domingos de Oliveira, no povoado da Limeira, se destacou ao demonstrar como o conhecimento científico pode dialogar com os saberes populares e com a realidade dos estudantes. O evento, realizado na última sexta-feira (7), reuniu toda a comunidade escolar para a apresentação de projetos relacionados à agricultura familiar, ao cultivo de hortaliças, às plantas medicinais e à cultura e produção do café.
De acordo com a diretora, Liliane Santos Novais, a feira fortaleceu a parceria entre escola, família e sociedade. “Mais do que uma exposição de trabalhos, foi um espaço de troca de experiências, investigação, criatividade e construção coletiva do conhecimento, mostrando, na prática, como a educação pode ser participativa, inovadora e transformadora. Além disso, demonstrou como a cultura, a arte e a educação podem caminhar juntas em um mesmo propósito e possibilitar experiências significativas para os estudantes”.


Por lá, a programação contou, ainda, com a participação especial da fanfarra do Círculo Escolar Integrado de Inhobim.
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