

Auditório do Polo de Educação em Saúde
A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza nesta quarta (12) e quinta-feira (13), das 8h às 12h, no auditório do Polo de Educação Permanente, capacitação voltada para médicos, enfermeiros e farmacêuticos da Atenção Primária à Saúde (APS). O objetivo principal do encontro é preparar os profissionais da rede para a introdução dainsulina glargina, nova tecnologia que está sendo incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para substituir gradualmente a tradicional insulina NPH.
A ação tem por objetivo alinhar fluxos de atendimento e preparar a rede municipal para receber a nova tecnologia, que traz mais comodidade terapêutica e menor risco de hipoglicemia para grupos prioritários.
De acordo com a coordenadora da Assistência Farmacêutica, Bianca Silva de Sousa Oliveira, a rede municipal de saúde está sendo estruturada para receber e distribuir o novo insumo de forma planejada. “Neste primeiro momento, o grupo-alvo da transição são pessoas de 2 a 17 anos e idosos a partir de 70 anos. A NPH continua sendo uma tecnologia muito efetiva e com excelentes resultados, mas a glargina chega para oferecer uma comodidade terapêutica melhor, sendo utilizada apenas uma vez ao dia, com menor risco de hipoglicemia associada e maior chance de adesão ao tratamento”, explica.
A expectativa da Secretaria de Saúde é de que a primeira remessa da insulina glargina comece a ser recebida e distribuída na rede municipal até a segunda quinzena de setembro, com projeção de contemplar todo o público prioritário estimado, cerca de 1.300 pessoas no município, até janeiro, à medida que os lotes mensais forem repassados pelo Ministério da Saúde.
Durante as consultas, os médicos da rede iniciarão a prescrição da glargina e o preenchimento de um formulário específico que compõe uma fila de espera na Farmácia da Família. Como o quantitativo inicial não atenderá a totalidade de forma imediata, o fluxo seguirá critérios de equidade, priorizando os pacientes com maior vulnerabilidade clínica.
O coordenador médico da Diretoria de Atenção Básica, João Porto, destacou durante a capacitação que a substituição não diminui a eficácia ou a importância histórica da NPH, mas representa um avanço tecnológico importante para a segurança do paciente.
“A NPH exige de duas a três aplicações diárias e apresenta um pico de ação que pode elevar o risco de hipoglicemia. Já a glargina possui uma duração de 24 horas sem picos de ação, o que protege especialmente os dois grupos prioritários: crianças e adolescentes, e idosos acima de 70 anos, que muitas vezes já lidam com polifarmácia e maior fragilidade orgânica”, pontua.
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