
O estado de São Paulo conta com 32.741 eleitores surdos ou com deficiência auditiva aptos a votar, de acordo com dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as Eleições 2026, Deste total, a maior parte (75%) está concentrada no interior do estado, com 24.655 eleitores, enquanto a capital reúne 8.086 eleitores com essa condição (25%).
Para assegurar o pleno exercício da cidadania e a acessibilidade nos locais de votação, essa população poderá contar com a Central de Interpretação de Libras, oferecida pelo programa São Paulo São Libras, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), em uma parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Eleitoras e eleitores surdos ou com deficiência auditiva podem utilizar a Central de Interpretação de Libras para obter informações sobre as Eleições 2026 e, no dia da votação, contar com atendimento em Libras nos locais de votação. O serviço conecta o eleitor a um tradutor e intérprete de Libras por meio de videochamada.
O atendimento em Libras poderá ser utilizado pelo eleitor até o momento do contato com os mesários para esclarecer dúvidas sobre os procedimentos eleitorais. Na cabine de votação, porém, é proibido o uso de celulares, câmeras, rádios e outros equipamentos eletrônicos que possam comprometer o sigilo do voto. Por isso, o eleitor deverá utilizar a Central antes de entrar na cabine.
A parceria entre a SEDPcD e o TRE-SP foi firmada originalmente para as eleições municipais de 2024 e renovada para as Eleições 2026. Naquele pleito, o serviço registrou mais de 1,2 mil atendimentos a pessoas surdas ou com deficiência auditiva. A Central está em funcionamento desde agosto e ficará disponível até 30 de outubro.
Criado em outubro de 2023 pela SEDPcD, o programa São Paulo São Libras visa remover barreiras de comunicação no acesso aos serviços públicos estaduais. Além do suporte eleitoral direcionado à comunidade surda paulista, a Central de Interpretação já atua de forma permanente em equipamentos estratégicos como delegacias da Polícia Civil, unidades do Poupatempo, Polos de Empregabilidade Inclusiva (PEIs), Defensoria Pública, Metrô de São Paulo e rede pública de saúde.
O suporte à comunidade surda insere-se em um contexto amplo de acessibilidade eleitoral em São Paulo. No total, o Estado registra 510.998 eleitores com deficiência, o que representa 1,5% de todo o eleitorado paulista (34,1 milhões de eleitores), uma proporção superior à média nacional (1,2%).
Além da deficiência auditiva, o eleitorado de pessoas com deficiência no estado se distribui nos seguintes perfis:
Mín. 24° Máx. 27°