

A Prefeitura de Vitória da Conquista deu início, nesta sexta-feira (9), à elaboração do Plano Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas. O documento deverá orientar ações para preparar a cidade diante de eventos climáticos extremos, como períodos prolongados de seca, chuvas intensas e outros fenômenos que podem afetar a segurança, a infraestrutura e a qualidade de vida da população.
O primeiro encontro do Grupo de Trabalho Intersetorial (GT Clima), realizado na Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (Seplag), reuniu representantes de 11 secretarias municipais. Durante a reunião, foram apresentados os objetivos e as etapas de construção do plano, que deverá ser elaborado ao longo de um ano.
Coordenado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), o GT Clima foi instituído por meio do Decreto nº 24.299/2026 e tem, entre suas atribuições, a realização de um diagnóstico das vulnerabilidades e dos riscos climáticos do município, a identificação das áreas, setores e populações mais suscetíveis aos efeitos das mudanças climáticas.
Com base nesse levantamento, serão discutidas medidas para reduzir os impactos desses fenômenos, orientar o planejamento urbano e fortalecer a capacidade de prevenção e resposta do município.
Vitória da Conquista é uma das dez cidades baianas selecionadas para participar da iniciativa AdaptaCidades, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com apoio dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e das Cidades.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Diêgo Gomes, a participação de diferentes setores da administração é necessária porque os efeitos das mudanças climáticas atingem diversas áreas da cidade.
“Nós criamos um grupo de trabalho a partir do decreto e hoje temos onze secretarias iniciando as discussões mais amplas. Fizemos isso de maneira específica dentro da Semma e agora estamos convidando e dialogando com as demais secretarias, porque um plano de adaptação climática não é um plano da Secretaria de Meio Ambiente, e sim da cidade de Vitória da Conquista. Agora ampliaremos a discussão e, em breve, estaremos nos reunindo com universidades, faculdades e organizações da sociedade civil”, disse.

Diêgo Gomes
Para quem atua diretamente no atendimento à população afetada pelos efeitos das mudanças climáticas, o compartilhamento de experiências é fundamental para qualificar as ações de resposta. “A Defesa Civil se faz presente nesse grupo para poder discutir as questões de adaptação climática. Nós atuamos na linha de frente, no monitoramento dessas mudanças e eventos extremos, e estamos aqui para colaborar com as diretrizes da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e com a nossa experiência na prevenção e resposta a desastres”, afirmou o engenheiro da Coordenação Municipal de Defesa Civil, Gabriel Queiroz.
Já o coordenador de Estudos e Projetos da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Rafael Celino, destaca a importância da elaboração e implementação de ações a longo prazo. “Hoje começamos a discutir oficialmente os trabalhos de adaptação climática, visto que é um trabalho intersetorial. Então a Infraestrutura precisa se planejar ao longo do tempo, não somente para hoje, mas daqui a 10, 20, 30 anos. O planejamento de hoje, junto com o Meio Ambiente e demais pastas, é para nos programarmos para poder ter ações efetivas e viáveis para resolver os desafios da adaptação climática”, explicou.


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