

Entre a 1ª e a 41ª Semana Epidemiológica de 2026, Vitória da Conquista registrou 94 casos prováveis de chikungunya. No mesmo período do ano anterior, foram contabilizados 66 casos. Historicamente ao longo deste ano, o maior volume de registros concentrou na SE 9 (com 13 ocorrências), seguida pela SE 36 (nove casos) e pelas SEs 12 e 14 (com oito casos cada).
Embora nas duas últimas semanas avaliadas tenha ocorrido uma oscilação para baixo, passando de sete para três casos, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Amanda Maria Gomes, destaca que o intervalo é curto e insuficiente para caracterizar uma tendência sustentada de queda, exigindo acompanhamento constante da evolução dos registros.
“Diante do crescimento acumulado em relação a 2025, a SMS reforça a importância da identificação oportuna de casos suspeitos e da mobilização social para o combate aos criadouros do Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão tanto da dengue quanto da chikungunya” declarou Amanda.
Dengue mantém tendência de queda expressiva. No panorama da dengue, os números continuam em patamares significativamente inferiores aos registrados no ano passado. Entre a 1ª e a 41ª SE de 2026, foram contabilizados 859 casos prováveis no município, contra 2.384 casos no mesmo intervalo de 2025, o que traduz uma redução de 63,9%.
A análise comparativa revela que, em 36 das 41 semanas do ano, os índices de 2026 ficaram abaixo dos observados em 2025. No entanto, aumentos pontuais registrados em semanas recentes (como nas SEs 33, 35, 36, 39 e 41) demonstram que o vetor segue ativo.
“Esses picos intermitentes, aliados a fatores climáticos que favorecem a proliferação do mosquito, incluindo possíveis alterações associadas ao fenômeno El Niño e outras variáveis ambientais, reforçam que a vigilância não pode ser afrouxada”, salientou Amanda.
O combate ao Aedes aegypti depende do esforço conjunto entre o poder público e a comunidade. Pequenas atitudes semanais, como verificar recipientes que possam acumular água parada, tampar caixas d’água, limpar calhas e descartar corretamente materiais inservíveis, são essenciais para proteger a saúde de todos os conquistenses.
Para mais informações sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, entre em contato com o Centro de Controle de Endemias pelo número (77) 3229-3151.
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