
As formações referentes ao Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI) promoveram momentos de aprendizado, troca de experiências e reflexão sobre a importância da linguagem e a cultura do escrito para desenvolvimento das crianças. Realizadas ao longo do ano, as formações dividiram-se em seis ciclos formativos, reuniu professoras da Educação infantil da Rede Municipal de Ensino para discutir e experienciarem práticas pedagógicas que valorizam a oralidade, a leitura e a escrita desde a primeira infância, nas diversas possibilidades, respeitando as particularidades dessa etapa de ensino. Toda mediação foi feita pelas formadoras municipais Adriana Simão, Adriana Silva e Helayne Machado.
Integrado ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), o ProLEEI busca fortalecer o trabalho dos educadores da Educação Infantil, ampliando as possibilidades de aprendizagem por meio de experiências significativas. A proposta não é antecipar o processo de alfabetização, mas aproximar as crianças da função social da leitura e da escrita, fomentando a curiosidade, a expressão e a construção de sentidos a partir das experiencias vivenciadas no cotidiano.
De acordo com Adriana Simão, gerente da Educação Infantil na Secretaria Municipal de Educação (Seduc), a formação também contribui para que os professores compreendam o impacto das experiências da infância na trajetória de cada criança por toda a vida. “O ProLEEI nos convida a olhar o universo da leitura, da escrita e oralidade para além das letras e das palavras, compreendendo principalmente sua função social no desenvolvimento infantil. É um trabalho que orienta os professores a valorizar a linguagem oral, as experiências e as descobertas das crianças, respeitando o tempo de cada uma. Também é preciso reconhecer a importância enquanto educador, os impactos na infância quanto a formação da autoestima, da autoconfiança e da capacidade de cada criança de se expressar e acreditar em si mesma”, destacou.
Além dos estudos e discussões referentes aos conteúdos teóricos, os encontros proporcionaram momentos de compartilhamento de memórias, reflexão sobre as experiências pessoais e construção coletiva de estratégias para o cotidiano escolar. A proposta permitiu que os educadores revisitassem suas próprias vivências da infância, reconhecendo como essas lembranças podem contribuir para práticas pedagógicas mais sensíveis, acolhedoras e conectadas à realidade dos estudantes.
Para a professora Janaice Lima, da Escola Municipal Luzia Margarida Pinto, localizada no Ponto do Beiju, a formação foi uma oportunidade de aprendizado que ultrapassou os conteúdos pedagógicos. “Foram seis dias de formação muito especiais. Adriana trouxe de volta as nossas memórias de infância para que pudéssemos refletir sobre elas e aplicar esses aprendizados em sala de aula. A cada encontro, estudamos, revivemos experiências e compartilhamos vivências com as colegas, algumas tristes e outras alegres, mas todas importantes para transformar nossa prática pedagógica. Foi uma experiência muito enriquecedora”, afirmou.
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