Publicidade

PL antifacção deixa de fora "andar de cima" do crime, diz Sarrubbo

Para ex-secretário, texto aprovado inviabiliza recursos para estados

26/02/2026 às 19h11
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
Compartilhe:
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados para o Projeto de Lei Antifacção dificultará a punição das grandes lideranças do crime organizado no país . Segundo o ex-secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, as dificuldades serão, inclusive, financeiras, uma vez que, por questões políticas, os deputados inviabilizaram recursos que seriam obtidos junto às bets para abastecer o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Continua após a publicidade
PMS PREFEITURA EM AÇÃO MAI 2026

ARRAIÁ DA PREFS 2026 – PI

AÇÕES BAHIA - PROJETOS INSTITUCIONAIS 0626 DIGITAL

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA - Junho 2026
SÃO JOÃO 2026

Sarrubbo foi o entrevistado do programa Alô Alô Brasil , da Rádio Nacional nesta quinta-feira (26).

Ele explicou que, se o texto for sancionado na versão atual, a lei criada “atingirá apenas a base das organizações criminosas”, deixando de lado aqueles que, segundo ele, “estão no andar de cima” .

“Era contra eles [os verdadeiros comandantes das organizações criminosas] que a gente queria avançar”, acrescentou ao ressaltar que o foco do texto se restringiu aos crimes violentos, liberando os políticos ligados ao crime organizado, bem como aqueles que, de fato, financiam o crime.

Alterações na Câmara

A versão apresentada pelo relator do PL antifacção na Câmara, Guilherme Derrite (PP-SP), rejeitou as alterações feitas no Senado , o que, na avaliação de Sarrubbo, prejudicou até mesmo a destinação de recursos aos estados, para o combate às organizações criminosas, uma vez que excluiu a taxação das bets para a criação do FNSP.

“A Câmara não quis dar recursos para esse fundo por razões políticas. O Derrite [relator na Câmara] retirou isso do texto. Seriam R$ 30 bilhões [que iriam das Bets] para o FNSP. Recursos que, na verdade, iriam para os estados, porque esse não é um recurso do governo federal.”

Coração financeiro

Ele lembrou que a proposta inicial criava “mecanismos para atingir os que atuam na Faria Lima e em Fintechs; quem financia essas organizações criminosas” , disse o ex-secretário. “

A Faria Lima não pega fuzil”, acrescentou ao se referir à Operação Carbono Oculto, que identificou um esquema criminoso que teria movimentado recursos de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Sarrubbo ressaltou que a ideia defendida pelo governo é a de asfixiar financeiramente as facções criminosas.

“A hora de subir o morro é após conseguirmos estancar o fluxo financeiro das organizações criminosos, quando elas estiverem sem fuzis, desorganizadas e sem conseguir pagar para os seus olheiros. Aí sim a gente [as forças de segurança] pode agir com consistência. Com baixa letalidade e com muita eficiência, a gente começa a tomar esses territórios.”

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Salvador, BA
24°
Tempo nublado

Mín. 24° Máx. 26°

25° Sensação
8.68km/h Vento
82% Umidade
100% (15.55mm) Chance de chuva
05h56 Nascer do sol
17h18 Pôr do sol
Mon 26° 25°
Tue 26° 24°
Wed 25° 24°
Thu 26° 24°
Fri 25° 23°
Atualizado às 00h01
Publicidade
PMS PREFEITURA EM AÇÃO MAI 2026
Publicidade
PMS PREFEITURA EM AÇÃO MAI 2026
Economia
Dólar
R$ 5,17 +0,03%
Euro
R$ 5,88 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 329,776,98 +0,76%
Ibovespa
173,295,14 pts 0.76%
Publicidade
Publicidade
ARRAIÁ DA PREFS 2026 – PI
Publicidade