
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta quinta-feira, 14, revelam avanços importantes no mercado de trabalho sergipano. Segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pelo Observatório do Trabalho, vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), os indicadores do primeiro trimestre de 2026 apontam crescimento da renda média dos trabalhadores e redução significativa da taxa de desocupação no estado para o período, refletindo um cenário de fortalecimento da economia e ampliação das oportunidades de emprego.
De acordo com os dados do IBGE, o rendimento médio real dos trabalhadores sergipanos alcançou R$ 3.031, no primeiro trimestre deste ano, representando um crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação. Na comparação com o trimestre anterior, o aumento foi de 4%. Para avaliar esse dado, o Instituto considera, além dos valores adquiridos pelo trabalho, fontes como aposentadoria, pensão, aluguel e arrendamento, pensão alimentícia, doações, programas sociais (como o Bolsa Família), seguro-desemprego e outras fontes.
Os números também mostram uma queda expressiva na taxa de desocupação em Sergipe para o primeiro trimestre. No primeiro trimestre de 2023, o índice era de 12%. Em 2026, a taxa caiu para 8,6%, o que representa uma redução de 28,3% no desemprego ao longo dos últimos três anos.
Para o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, os dados da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2026 mostram que Sergipe segue avançando na construção de um mercado de trabalho mais forte, mais inclusivo e com maior geração de renda para a população. "Mesmo diante de oscilações sazonais típicas do início do ano, o estado mantém indicadores extremamente relevantes quando comparados ao mesmo período do ano passado. Hoje, Sergipe possui, aproximadamente, 959 mil pessoas ocupadas, um crescimento de cerca de 17 mil trabalhadores em relação ao primeiro trimestre de 2025. Isso demonstra que nossa economia continua gerando oportunidades e ampliando a inclusão produtiva da população. Outro dado muito importante é a redução da informalidade. A taxa caiu para 46,9%, com redução de 2,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso significa mais trabalhadores com proteção social, renda estável e direitos garantidos", explica.
Os resultados do mercado de trabalho em Sergipe refletem uma política pública voltada para o fortalecimento da economia e ampliação das oportunidades para a população. Para Teles, os avanços registrados são consequência de ações integradas que unem atração de investimentos, qualificação profissional e incentivo à geração de emprego e renda no estado. "Esses resultados são fruto de uma estratégia liderada pelo governador Fábio Mitidieri, que compreende que desenvolvimento econômico e geração de emprego precisam caminhar juntos. O Governo do Estado vem trabalhando para criar um ambiente favorável aos investimentos, atrair empresas, interiorizar o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, qualificar a mão de obra sergipana através de programas como o Qualifica Sergipe, Primeiro Emprego, GO Sergipe e Conecta-SE. Ainda temos desafios importantes, especialmente no enfrentamento da informalidade e da subutilização da força de trabalho, mas Sergipe demonstra consistência nos indicadores e segue no caminho certo: mais emprego, mais renda e mais oportunidades para o povo sergipano", concluiu.
Os resultados reforçam o impacto das políticas de incentivo à geração de emprego, qualificação profissional e fortalecimento da economia implementadas pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria do Trabalho. O avanço dos indicadores demonstra não apenas maior dinamismo do mercado de trabalho, mas também mais renda, poder de compra e qualidade de vida para os sergipanos.
Para o Governo do Estado, os dados confirmam que Sergipe segue avançando na construção de um ambiente econômico mais forte e inclusivo, valorizando o trabalhador e ampliando as oportunidades para a população.
Outros indicadores importantes
A PNAD Contínua também revelou indicadores importantes relacionados ao perfil da população ocupada em Sergipe. Entre os destaques, as mulheres registraram rendimento médio de R$ 2.847. A faixa etária de 25 a 29 anos apresentou a menor taxa de informalidade, com 42,5%, enquanto os trabalhadores entre 40 e 59 anos alcançaram renda média de R$ 3.564. Já a população com 60 anos ou mais se destacou tanto pela maior renda média, de R$ 4.154, quanto pela menor taxa de informalidade entre os grupos analisados, com 56,3%.



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