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Saiba o que fazer em caso de picada por serpente

Saúde SP indica os principais cuidados, sintomas e onde buscar atendimento

02/09/2026 às 07h20
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Além da busca por atendimento profissional, algumas ações imediatas podem ajudar a garantir a segurança da pessoa até a chegada à unidade de saúde. Foto: Governo de SP
Além da busca por atendimento profissional, algumas ações imediatas podem ajudar a garantir a segurança da pessoa até a chegada à unidade de saúde. Foto: Governo de SP

Sugar o veneno, fazer torniquete, cortar o local da picada ou aplicar produtos naturais no ferimento. Embora muito conhecidas, essas práticas são mitos sobre os primeiros socorros a pessoas picadas por serpentes. Mas você saberia como agir corretamente?

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De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), a primeira medida é procurar atendimento médico para avaliação e aplicação do soro antiveneno adequado. Quanto mais rápido o socorro, maiores são as chances de evitar complicações graves.

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Além da busca por atendimento profissional, algumas ações imediatas podem ajudar a garantir a segurança da pessoa até a chegada à unidade de saúde.

O que fazer:

  • Lave o local da picada apenas com água e sabão;
  • Retire calçados, tornozeleiras, pulseiras, anéis ou outros objetos que possam dificultar a circulação em caso de inchaço na região afetada;
  • Mantenha a pessoa em repouso e evite esforços físicos;
  • Se possível e sem se aproximar da serpente, fotografe o animal para auxiliar na identificação.

O que não fazer:

  • Não utilize torniquete ou garrote;
  • Não corte ou perfure o local da picada;
  • Não tente sugar o veneno;
  • Não aplique qualquer substância na região atingida, como álcool, medicamentos caseiros, folhas ou pó de café.

Dados do Núcleo de Informação Estratégica em Saúde (Nies) da SES-SP indicam que o estado registrou 1.415 acidentes envolvendo serpentes e cinco óbitos em 2026. Do total, 34,2% foram classificados como acidentes botrópicos, ou seja, causados por serpentes dos gêneros Bothrops e Bothrocophias , como jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, comboia e cruzeira.

Essas espécies são encontradas em diferentes habitats, incluindo margens de rios, áreas agrícolas, regiões litorâneas e zonas de transição entre os meios rural e urbano.

Nos acidentes com essas serpentes, os principais sintomas são dor e inchaço na região afetada, manchas arroxeadas e sangramentos no local da picada, nas gengivas, na pele e na urina.

Os dados e a série histórica de acidentes por animais peçonhentos estão disponíveis na plataforma do Nies, que pode ser acessada no link: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/acidentes-por-animais-peconhentos .

Onde buscar ajuda

Para facilitar o acesso rápido ao tratamento, a Secretaria da Saúde disponibiliza uma plataforma online que permite localizar o Ponto Estratégico de Soro Antiveneno (PESA) mais próximo, com disponibilidade de soro antiveneno.

Basta acessar a lista de serviços e inserir as informações de endereço nos campos correspondentes para encontrar a unidade mais próxima. A plataforma também disponibiliza informações sobre os serviços de atendimento soroterápico no estado, disponíveis no link: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/atendimento-soroteraptico .

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