
A CPTM firmou um convênio de cooperação técnica e institucional com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) para integrar os recursos de monitoramento da companhia ao Programa Muralha Paulista. O extrato do acordo (DTP/SGC/SSP-420/2026) foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta terça-feira (27).
Com vigência de cinco anos e sem repasse de recursos financeiros entre os órgãos, a parceria estabelece a gestão compartilhada e o intercâmbio de imagens, dados operacionais, alertas e informações do circuito de monitoramento em tempo real da companhia. A iniciativa prevê a integração das imagens das câmeras fixas de estações previamente definidas à plataforma de inteligência da SSP-SP.
O presidente da CPTM, Michael Cerqueira, ressaltou o papel da tecnologia no fortalecimento da proteção aos passageiros nas estações e composições. “A adesão da CPTM ao Muralha Paulista reforça o nosso compromisso inegociável com a segurança de milhões de passageiros que utilizam o sistema diariamente. A integração do circuito de monitoramento da Companhia às bases de dados da Secretaria da Segurança Pública amplia a capacidade analítica e de resposta das forças policiais, restringindo a mobilidade de infratores e tornando as viagens no transporte sobre trilhos cada vez mais seguras para toda a população.”
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A integração amplia a capacidade de identificação automática de foragidos da Justiça por meio de reconhecimento facial no entorno das estações e encurta o tempo de resposta das forças policiais em situações de urgência ao longo do trajeto no ABC Paulista e na Capital.
Além da parceria com o Muralha Paulista, a CPTM mantém um conjunto próprio de medidas contínuas de inteligência e proteção ao longo dos seus 129 km de vias. Entre essas iniciativas independentes promovidas pela companhia estão o monitoramento permanente realizado pela Central de Segurança Patrimonial, o uso de 160 câmeras corporais (bodycams) pelo efetivo de agentes de segurança e o convênio da Dejem junto à Polícia Militar para o reforço do policiamento nas estações e composições.
O programa Muralha Paulista, do Governo de São Paulo, opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.
A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes.
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