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Corrida contra o tempo na ala vermelha do Huse transforma segundos em chances de vida

No Hospital de Urgências de Sergipe, equipes atuam em ritmo acelerado para estabilizar pacientes críticos; decisões rápidas, integração profissiona...

19/06/2026 às 14h02
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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No Hospital de Urgências de Sergipe, equipes atuam em ritmo acelerado para estabilizar pacientes críticos; decisões rápidas, integração profissional e estrutura especializada fazem diferença entre a vida e a morte / Fotos: Ascom SES
No Hospital de Urgências de Sergipe, equipes atuam em ritmo acelerado para estabilizar pacientes críticos; decisões rápidas, integração profissional e estrutura especializada fazem diferença entre a vida e a morte / Fotos: Ascom SES

Em um hospital de urgência, o relógio não é apenas um marcador de tempo, mas um elemento decisivo entre a vida e a morte. No Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), referência em alta complexidade no estado, esse cenário se repete diariamente nas alas vermelha e amarela, onde equipes multiprofissionais atuam em uma corrida constante contra o tempo para garantir atendimento imediato aos pacientes em estado crítico.

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O fluxo é intenso. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chega de forma contínua, trazendo vítimas de traumas, acidentes, infartos, AVCs e outras emergências graves. Assim que entram no hospital, os pacientes passam por avaliação imediata e são direcionados conforme o grau de risco, em um processo que exige precisão e decisões em poucos minutos.

Na linha de frente desse atendimento está o médico especialista em Medicina de Emergência e responsável pelos pacientes críticos do Huse, Edvaldo dos Santos. Ele resume o que define a gravidade que chega à ala vermelha. “A ala vermelha é destinada aos pacientes em situação de risco iminente de morte ou com potencial de rápida deterioração clínica. São casos como insuficiência respiratória, choque circulatório, grandes traumas, AVC, infarto e sepse grave. É onde concentramos os pacientes mais críticos do Estado, que precisam de intervenção imediata e monitorização contínua”, explicou.

Segundo o médico, o início do atendimento é sempre determinante para o desfecho clínico. A atuação precisa ser rápida, mas ao mesmo tempo coordenada. “Nos primeiros minutos, avaliamos vias aéreas, respiração e circulação, iniciando suporte ventilatório, medicações e intervenções necessárias. Em Medicina de Emergência, tempo e decisão caminham juntos, e isso pode mudar completamente o prognóstico do paciente”, afirmou.

Ele relembra um caso que marcou sua trajetória profissional pela gravidade e pela resposta rápida da equipe. “Tivemos um paciente com infarto agudo do miocárdio complicado por choque cardiogênico. Ele chegou em estado crítico e foi imediatamente reconhecido. Houve estabilização na ala vermelha e encaminhamento rápido à hemodinâmica. A agilidade da equipe e a integração com o Samu foram fundamentais para que ele sobrevivesse e pudesse retornar à família”, relatou.

A dinâmica se intensifica quando múltiplos pacientes graves chegam simultaneamente. Nesses momentos, a organização e o trabalho em equipe são decisivos. “Nessas situações, utilizamos classificação de risco e priorização. Cada profissional sabe sua função, e o atendimento acontece de forma simultânea e coordenada. A comunicação entre as equipes é essencial para garantir que ninguém fique sem o suporte necessário”, completou o médico.

Estrutura organizada e decisões em segundos

A gerente da ala vermelha do Huse, Iraildes Santos, detalha que o setor funciona como um ambiente de alta pressão contínua, onde a rotina é guiada pela gravidade dos casos e pela necessidade de resposta imediata. “Trabalhamos com pacientes instáveis, que podem mudar de quadro a qualquer momento. Isso exige uma equipe altamente treinada, protocolos bem definidos e, principalmente, agilidade na tomada de decisão. Aqui, cada minuto realmente conta, e, muitas vezes, cada segundo define o rumo do atendimento”, afirmou.

Ela destaca que o cuidado vai além da técnica e envolve integração entre diferentes áreas e profissionais. “A equipe é multiprofissional e atua de forma integrada o tempo todo. Médicos, enfermagem, fisioterapia e demais setores trabalham em conjunto, com comunicação constante. Esse alinhamento é o que permite respostas rápidas e seguras em situações críticas”, reforçou.

Atendimento rápido

Entre os casos acompanhados na ala vermelha, a família de um paciente idoso de 82 anos destaca a agilidade e a atenção recebida desde a chegada ao hospital. Grace Kelly, neta do paciente, relata que o avô foi transferido após agravamento de um quadro respiratório. “Ele veio da urgência com início de pneumonia e precisou de oxigênio. Foi estabilizado e depois transferido para a ala vermelha. Até agora, ele foi muito bem assistido, os médicos foram muito precisos nas informações e nos cuidados. Ele está sendo bem tratado”, disse.

Em meio a monitores, protocolos e decisões que não podem esperar, o que se repete na rotina do Huse é a soma de técnica e cuidado humano. Entre a pressão da urgência e a precisão da medicina, cada paciente chega carregando uma história, e cada atendimento representa uma tentativa real de devolver o tempo ao lado de quem espera por uma nova chance de viver. Após a estabilização na ala vermelha, os pacientes são encaminhados, quando necessário, para as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde seguem em recuperação contínua.

Médico especialista em Medicina de Emergência e responsável pelos pacientes críticos do Huse, Edvaldo dos Santos
Médico especialista em Medicina de Emergência e responsável pelos pacientes críticos do Huse, Edvaldo dos Santos
Gerente da ala vermelha do Huse, Iraildes Santos
Gerente da ala vermelha do Huse, Iraildes Santos
Grace Kelly, neta de um paciente idoso
Grace Kelly, neta de um paciente idoso
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